Questões que os líderes evangélicos no Brasil precisam responder

2020-07-imagem-pastor

O grande crescimento dos evangélicos no Brasil, algo que vem ocorrendo nas últimas décadas, representa uma redefinição do próprio religioso. Os católicos sempre constituíram o grupo religioso majoritário e sempre definiram o lugar da religião no Brasil, mas isto vem mudando. Os evangélicos já constituem aproximadamente 31% da população e continuam crescendo, enquanto os católicos constituem aproximadamente 50% da população e continuam decrescendo. Nos próximos cinco ou dez anos, se a tendência continuar a mesma, os evangélicos constituirão o maior grupo religioso no Brasil. Esta presença evangélica é um desafio quando pensa-se no jogo democrático brasileiro, na concepção de laicidade que está se constituindo e nos limites (ou ausência de limites) da liberdade religiosa.

Os eleitores evangélicos são aqueles mais suscetíveis a seguirem a opção política indicada por seus pastores e bispos. Mesmo quando diversos líderes evangélicos dizem que não misturam religião com política, é possível constatar que eles participam da política partidária de forma dissimulada. Por exemplo, quando há convocação para “jejum e oração pelo Brasil” significa que é no sentido de apoio a determinado governo ou candidato, mas quando há convocação para “jejum e oração contra a iniquidade” é no sentido de oposição a determinado governo ou candidato. Quando há menção ao princípio da submissão às autoridades é somente em relação ao governo que agrada os respectivos líderes evangélicos, caso contrário isto não é mencionado.

Os próprios líderes das grandes igrejas pentecostais atuam direta ou indiretamente na política partidária. São pastores, reverendos e bispos evangélicos, ou seus filhos e outros familiares, que fazem parte das frentes parlamentares ou bancadas evangélicas no Congresso Nacional e nas câmaras estaduais e municipais, que estão na direção de alguns partidos e que ocupam cargos públicos. Esta atuação dos líderes pentecostais caracteriza-se como abuso do poder religioso e prejudica o jogo democrático brasileiro, porque os membros das igrejas evangélicas se sentem obrigados a seguirem os mesmos posicionamentos políticos de seus líderes.

Não são somente os líderes pentecostais que estão na política partidária. Diversos membros do governo de Jair Messias Bolsonaro são pastores de igrejas evangélicas históricas (estão atuando no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no Ministério da Justiça, no Ministério da Educação, entre outros). Mesmo que estes pastores defendam a laicidade em seus discursos, defendam a separação entre o estado e as instituições religiosas, o próprio fato deles serem líderes religiosos e, ao mesmo tempo, membros de um governo já caracteriza-se como uma violação do princípio da laicidade.

O que dizer das candidaturas de líderes evangélicos pelos partidos de esquerda? Por que os partidos de esquerda estão com esta nova estratégia de apresentar pastores e pastoras, reverendos e reverendas, como candidatos? Por que isto agora? A resposta padrão tem sido: “laicidade não pode ser confundida com proibição da participação política por pessoas de fé”. Quando o pastor ou pastora, reverendo ou reverenda, é candidato dos partidos de esquerda, deixa de ser visto como líder religioso e passa a ser considerado apenas uma “pessoa de fé”. Esta é a forma da esquerda amenizar a violação do princípio da laicidade que ela promove.

Constata-se que líderes evangélicos de diferentes denominações e com as mais variadas posições políticas não estão dispostos a discutir e definir os limites da liberdade religiosa. Isto nos remete a outras questões relacionadas às atividades das igrejas evangélicas. Como os líderes evangélicos não estão dispostos a discutir sobre a laicidade e a liberdade religiosa de um modo geral, uma estratégia que podemos utilizar é colocando questões relativas a casos concretos:

  • O que você acha das dívidas milionárias das igrejas evangélicas relacionadas a encargos trabalhistas? Isto é ético e aceitável? Sim ou não?
  • O que você acha das igrejas evangélicas remunerarem seus pastores com base na arrecadação, como se fosse uma participação nos lucros? Isto é ético e aceitável? Sim ou não?
  • Você acha ético e aceitável as lideranças pedirem dízimos e ofertas para pessoas pobres? Você acha ético e aceitável pedir dízimos e ofertas para quem tem renda inferior a um salário mínimo? Sim ou não?
  • Você acha ético e aceitável um líder religioso (pastor, pastora, reverendo, reverenda, bispo, bispa, etc.) atuar ao mesmo tempo como líder religioso e como político, ter o púlpito e a tribuna? Isto é ético e aceitável? Sim ou não?

Esses elementos apresentados indicam que a presença evangélica tem de alguma forma prejudicado o jogo democrático brasileiro. É imprescindível discutir sobre a concepção de laicidade que está se constituindo no Brasil, é preciso estabelecer alguns limites mínimos para a liberdade religiosa, algo que seja minimamente aceitável, e coibir as atividades criminosas no meio evangélico. Se os pastores acham que propor algo assim trata-se de perseguição contra os evangélicos, então pelo menos respondam algumas questões concretas.

[Este artigo foi publicado originalmente no jornal A Pátria, Funchal, 21/7/2020.]

* * * *

Silas Fiorotti é membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Email: <silas.fiorotti@gmail.com>.

Referências:
Fiorotti, S. Liberdade religiosa dos evangélicos em tempos de pandemia. In: A Pátria, Funchal, 23/3/2020.
Fiorotti, S. Educação básica como um campo em disputa para evangélicos. In: A Pátria, Funchal, 06/5/2020.
Tsavkko-Garcia, R. Is Brazil Becoming an Evangelical Theocracy? In: Sojourners, Washington DC, 02/1/2020.

* * * *

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre estas atividades, leia os textos “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, “Por que falar de religião em sala de aula?”, e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Liberdade religiosa dos evangélicos em tempos de pandemia

2020-02-imagem-igreja

A sociedade brasileira viu, ao longo de muitos anos, os evangélicos protagonizarem uma redefinição do religioso e parece que tornou-se um caminho sem volta. Agora, em 2020, os evangélicos já representam quase 30% da população brasileira, há uma grande cultura pública dos evangélicos, a ideia de que as igrejas evangélicas só fazem bem ao país está amplamente disseminada, e no horizonte não há nenhum movimento no sentido de fiscalizar as atividades das igrejas evangélicas, de fiscalizar as movimentações financeiras das igrejas, de fiscalizar os amplos repasses de dinheiro para empresas, de restringir a atuação das igrejas nos meios de comunicação, de restringir a atuação de líderes evangélicos na política e de impedir que partidos políticos sejam controlados por igrejas evangélicas.

No início deste ano, o jornalista Raphael Tsavkko Garcia me perguntou se o Brasil caminha para uma teocracia evangélica. Não sei se caminhamos para uma teocracia, mas está claro que os evangélicos no Brasil têm desempenhado um papel muito prejudicial ao jogo democrático. A discussão sobre a liberdade religiosa está hegemonizada, ninguém quer mexer com as grandes igrejas evangélicas, ninguém quer mexer no estatuto jurídico das igrejas, o Ministério Público é simplesmente omisso, e os líderes evangélicos mais moderados têm medo de discutir efetivamente esta questão. A liberdade religiosa tem sido utilizada como uma desculpa para os evangélicos estimularem ataques contra minorias com seus discursos públicos (ataques misóginos, homofóbicos, xenófobos, racistas e de intolerância religiosa). E olhando ao cenário atual de campanhas eleitorais com menos recursos financeiros, com o enfraquecimento dos partidos e dos sindicatos, com menos debates públicos, as igrejas evangélicas representam uma força política muito mais relevante e constituem os principais currais eleitorais.

Para que ninguém diga que estou exagerando sobre o posicionamento dos líderes evangélicos mais moderados, ligados principalmente às igrejas evangélicas históricas, vejam o que disse, em 2014, um parlamentar evangélico aqui da cidade de São Paulo (Brasil) que pode ser considerado um líder evangélico moderado:

“Sou contra qualquer iniciativa que queira cercear nosso direito de expressar a fé em Jesus ou queira calar nossa voz profética nessa nação, sou contra tentativas de rebaixamento moral da família e de desvalorização da vida, sou contra projetos que queiram obrigar pastores a fazer coisas que contrariem nossa fé, o Estado tem de saber que as igrejas têm suas próprias regras. Eu estou atento e vigilante. Se algo assim ameaçar avançar em São Paulo, levantarei minha voz e agirei para impedir.” Esta defesa irrestrita da liberdade religiosa considera que quaisquer discursos proferidos a partir dos púlpitos evangélicos são totalmente aceitáveis, porque são considerados simplesmente “expressões da fé em Jesus”.

Mas o que dizer quando estes discursos evangélicos se colocam frontalmente contra a saúde pública? O que dizer quando os discursos evangélicos colocam em risco a saúde de toda a população?

O fato é que diversos discursos evangélicos vão contra a saúde pública. Isto é ainda mais problemático quando estes discursos são muito difundidos no contexto brasileiro em que grande parte da população não tem acesso aos serviços públicos de saúde (de atenção primária) e de saneamento básico. Pode-se citar os discursos sugerindo que atendimentos espirituais das igrejas podem substituir serviços médicos; os discursos que promovem a ideia de que a abstinência sexual defendida pelos evangélicos trata-se de método eficaz para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce; os discursos contrários à educação sexual voltada para adolescentes e jovens; os discursos contrários à distribuição de preservativos; os discursos contrários à vacinação de adolescentes para prevenção de infecções do HPV. Há grupos evangélicos que, seguindo estes discursos, organizam campanhas contra materiais didáticos, contra planos educacionais, contra cartilhas e campanhas do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, entre outras.

A ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), é uma liderança evangélica que tem atuado no sentido de atender essas demandas evangélicas em termos de políticas públicas que, por sua vez, são muito questionáveis. Por exemplo, ela tem levado adiante uma campanha moralista de abstinência sexual para prevenir gravidez precoce. Trata-se de campanha governamental que conta com dinheiro público do Ministério da Saúde, mesmo não apresentando estudos científicos sobre sua eficácia.

Em tempos de pandemia da Covid-19, os líderes evangélicos de grandes igrejas pentecostais (Silas Malafaia, José Wellington Jr, Edir Macedo, Valdemiro Santiago, R.R. Soares, Estevam Hernandes, entre outros) continuam adotando posições extremamente irresponsáveis em relação à saúde pública. Nesta última semana, alguns discursos foram proferidos por estes líderes: (a) discurso de que a Covid-19 é só mais um vírus e que a pandemia envolve interesses econômicos; (b) discurso de que a Covid-19 é só uma estratégia de Satanás e da mídia para induzir as pessoas ao pânico; (c) discurso de que a Covid-19 só atinge quem não tem fé; (d) discurso de que igrejas não podem fechar suas portas e cancelar reuniões presenciais; (e) discurso com críticas diretamente voltadas às recomendações do Ministério da Saúde e das secretarias de saúde; (f) discurso de que uma grande contribuição financeira ou “oferta de sacrifício” pode evitar a Covid-19. Cabe mencionar também a nota irresponsável emitida pela Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional pedindo a reabertura dos templos evangélicos para enfrentar a “pandemia maligna”.

Diversos líderes evangélicos se posicionaram contra a abertura dos templos e contra qualquer tipo de oportunismo e irresponsabilidade diante da pandemia. No entanto, estes líderes evangélicos que defendem um posicionamento responsável em relação à saúde pública são minoritários no meio evangélico e, ao que tudo indica, continuam cautelosos e omissos em relação às discussões sobre a liberdade religiosa. Por quê? Será que faz sentido defender um posicionamento responsável em relação à saúde pública, ser um líder evangélico considerado mais moderado, e ao mesmo tempo defender, direta ou indiretamente, uma concepção de liberdade religiosa irrestrita que abre a possibilidade para que todo tipo de demagogia e oportunismo irresponsável esteja amplamente presente no meio evangélico?

[Este artigo foi publicado originalmente no jornal A Pátria, Funchal, 23/3/2020.]

* * * *

Silas Fiorotti é membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Email: <silas.fiorotti@gmail.com>.

Referências:
Bezerra Jr., C.; Cavallera, R., Em entrevista exclusiva, deputado pastor Carlos Bezerra crava: “O Estado tem de saber que as igrejas têm suas próprias regras”. In: Gospel Mais, Curitiba, 25/11/2014.
Maciel, A.; Dip, A.; Ribeiro, R., Megaigrejas continuam abertas e dizem que fé cura coronavírus. In: A Pública, São Paulo, 19/3/2020.
Tsavkko-Garcia, R., Is Brazil Becoming an Evangelical Theocracy? In: Sojourners, Washington DC, 02/1/2020.

* * * *

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre estas atividades, leia os textos “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, “Por que falar de religião em sala de aula?”, e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

No dia 12 de novembro, ocorreu o encontro “Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar”

No dia 12 de novembro, ocorreu o encontro Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar, aqui na cidade de São Paulo.

2019-11-12-evento-div-rel-na-escola

Este encontro contou com a participação do Silas Fiorotti, cientista social, mestre em Ciências da Religião, doutor em Antropologia Social, e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula; da Cintia Quina da Silva, historiadora e mestranda em Educação, professora da rede pública (SEE-SP) e idealizadora do projeto Congo; e da Najla Ghabar, pedagoga, psicóloga e mestre em Ciências da Religião, professora do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, e coordenadora do Terra Roxa Vivências Culturais. Além da mediação da Janine Rodrigues, fundadora da editora Piraporiando. Foi um momento importante de reflexão sobre as formas de abordar as religiões nas escolas com o intuito de combater a intolerância religiosa e o racismo.

2019-encontro-div-religiosa-piraporiando01

2019-encontro-div-religiosa-piraporiando02

2019-encontro-div-religiosa-piraporiando03

2019-encontro-div-religiosa-piraporiando04

2019-encontro-div-religiosa-piraporiando05

* * * *

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

A Voz das Religiões Afro: Direito de Resposta à IURD e Rede Record

A Voz das Religiões Afro é uma série de episódios realizada como direito de resposta das religiões afro-brasileiras a duas emissoras de televisão ligadas a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A justiça determinou a exibição de 4 episódios em uma das emissoras. Estes episódios foram gravados sob a coordenação do Instituto Idafro (Instituto de Defesa das Religiões Afro-Brasileiras) e contaram com a participação de diversos representantes das religiões afro-brasileiras.

Os dois primeiros episódios já foram disponibilizados pelo Instituto Idafro no Youtube.

A Voz das Religiões Afro (episódio 1):

A Voz das Religiões Afro (episódio 2):

* * * *

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Volta às Aulas Sem Intolerância Religiosa

Volta às aulas sem intolerância religiosa!

Professores, professoras, profissionais da educação, estudantes e comunidades escolares, comprometam-se com o combate à intolerância religiosa nas suas escolas, neste ano letivo de 2019.

2019_campanha-contra-a-intolerancia-religiosa-insta1.002

A intolerância religiosa é um problema que deve ser combatido nas escolas. No entanto, são poucas as escolas que efetivamente estão comprometidas com a valorização da diversidade religiosa. O projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula tem o objetivo de dialogar com professores, professoras, profissionais da educação, estudantes e comunidades escolares no sentido da valorização das várias crenças, da disseminação do conteúdo dos direitos humanos e do combate ao racismo e à intolerância religiosa.

Entrem em contato conosco, compartilhem suas experiências conosco: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

2019_banner_agenda-aberta-proj-div-rel.001

* * * *

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica” de Silas Fiorotti.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Reportagem aponta aumento dos casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro

Reportagem do RJTV da TV Globo, do dia 12/12/2018, aponta que houve aumento de 51% do número de casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Segue abaixo alguns trechos da reportagem:

“De janeiro até a primeira semana de dezembro, há registros de 103 casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Em 2017 foram 68 casos. Um aumento de 51% de acordo com a secretaria estadual de Direitos Humanos.”

aumento-int-rel-no-rj

“Muitas vezes, os atos que nós percebemos aqui é em decorrência das vestimentas das pessoas. Começa com um olhar atravessado. O segundo passo, muitas vezes, é uma palavra colocada de puro preconceito”, explicou Átila Alexandre Nunes, secretário estadual de Direitos Humanos.

“As mulheres são as maiores vítimas da discriminação: 47%. Uma parte dessa perseguição é imposta pelo poder paralelo. Os traficantes também passaram a interferir nas questões religiosas.”

Fonte: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/12/12/aumenta-em-51-o-numero-de-casos-de-intolerancia-religiosa-no-rj.ghtml>.

* * * *

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Marcha das Religiões Afro-Brasileiras (08/08/2018), em São Paulo.

No dia 08/08/2018 (quarta-feira) a partir das 18h, ocorrerá a Marcha das Religiões Afro-Brasileiras, aqui na cidade de São Paulo. A concentração será no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, 1578.

20180808-marcha-das-rel-afro-sp02

Na ocasião ocorrerá o Ato Contra o RE 494601 que será julgado no STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 09/08/2018. Este Recurso Extraordinário (RE) 494601 foi interposto pelo Ministério Público (MP) do Estado do Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho que declarou a constitucionalidade da lei estadual 12.131/04, lei que acrescentou ao Código Estadual de Proteção de Animais gaúcho a possibilidade de sacrifícios de animais, destinados à alimentação humana, dentro dos cultos das religiões afro-brasileiras. O MP argumentou que a lei gaúcha não poderia excluir a ilicitude do sacrifício de animais em rituais religiosos da conduta penal prevista no artigo 32, da Lei dos Crimes Ambientas, de âmbito federal. Ou seja, o argumento do MP e de outros cidadãos vai no sentido da criminalização das práticas religiosas afro-brasileiras, algo recorrente na sociedade brasileira e que caracteriza-se como intolerância religiosa e racismo.

Diga não à intolerância religiosa! Diga não ao racismo!

* * * *

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Inscrições abertas para extensão em “Diversidade religiosa em sala de aula”, em São Paulo

O curso de extensão universitária “Diversidade religiosa em sala de aula” está com as inscrições abertas. Este curso é coordenado pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária.

2017_banner_curso-extensao.001

O curso é voltado para professores e demais profissionais da educação básica e comunidade, mas aberto a interessados em geral, graduados e graduandos em qualquer área. Serão 5 módulos (20h) com 5 encontros presenciais (sábados das 8h00 às 12h00) mais leituras e atividades a distância.

O primeiro encontro presencial será no dia 20 de maio (sábado) a partir das 8h00, no Centro de Pós-graduação do Complexo Educacional FMU, localizado na Rua Vergueiro, 107, Liberdade (próximo ao metrô São Joaquim), aqui na cidade de São Paulo. Compareçam!

  • Módulo 1: Diversidade religiosa e direitos humanos
  • Módulo 2: Intolerância religiosa no Brasil e em sala de aula
  • Módulo 3: Elementos para promover e valorizar a diversidade religiosa
  • Módulo 4: Diversidade religiosa nos materiais didáticos e objetos de aprendizagem
  • Módulo 5: Diversidade religiosa no planejamento das aulas

As vagas são limitadas.

Inscrições:
http://portal.fmu.br
Tel.: 11 3132 3000

Informações (sobre esse e outros cursos): espiritualidadelibertaria@gmail.com

* * * *

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária anuncia o lançamento do primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Essa publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

No dia 08 de dezembro, ocorreu a II Feira dos Direitos Humanos, em São Paulo

No dia 08 de dezembro, ocorreu a II Feira dos Direitos Humanos promovida pela organização Conectas Direitos Humanos, aqui na cidade de São Paulo. Essa feira foi realizada em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária esteve presente e apresentou o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, assim como a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa”.

2016-feira-conectas-001

Para saber sobre a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa”, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Acompanhe também a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa” no Facebook.

Contato: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

No dia 08 de novembro, a Umbanda foi considerada patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro

Conforme noticiado por O Globo, no dia 08 de novembro, saiu no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, um decreto do prefeito tornando a Umbada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio. Ainda segundo a reportagem, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) fará o cadastro dos terreiros, sendo que a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio, é o primeiro já cadastrado.

– Desde 2009, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade tem feito um trabalho para valorizar a cultura africana, tão presente na História do Rio. Recebemos um pedido para avaliar a importância cultural deste terreiro. Fomos a campo e vimos a necessidade de ampliar este reconhecimento para a religião. Esta chancela destaca a expressão cultural do sincretismo religioso. Os terreiros são referências dentro dos bairros cariocas e valorizam a cultural de cada local – explica Washington Fajardo, presidente do IRPH.

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, destacamos a importância desse reconhecimento para todos e todas umbandistas. Além de decretos do poder executivo, que a sociedade brasileira de um modo geral possa levar adiante iniciativas que buscam o respeito à diversidade religiosa.

* * * *

Para saber sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.