2018 com espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária desejamos um 2018 cheio de espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

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“Clamem, mães da dor e da esperança. Não deixem de clamar através dos séculos, mães de Ramá e de Belém. Com as mães do Iraque e de Gaza, e novamente de Belém. Com as mães de Auschwitz ou da Armênia, e de todos os genocídios da insensata história humana. Gritem e chorem com as mães de todos os nossos povos da América indígena, dizimados em suas próprias terras pelo afã homicida do conquistador atirado na busca do ouro e do poder. Gritem com as mães de Soweto, com as de Hiroshima, as milhões de mães de holocaustos de inocentes, que a soberbia e o preconceito disseminam em nossa história. Com as mães de Biafra e do Haiti, vendo seus filhos morrendo na fome imposta, na miséria calculada. […] Que seus gritos de espanto ressoem sempre, sem ceder diante das ofertas de consolo dos compradores de consciências. Não ouçam as palavras doces com as quais querem abrandá-las os pregadores das reconciliações indignantes. Que nunca se detenham em seu obstinado lamento, essa desbocada exigência de vida, essas voltas intermináveis nas praças dos povoados; que não se cale esse clamor de justiça que se levanta desde o início dos séculos e chega até hoje, para que o império nunca durma sem sentir, mesmo tampando os ouvidos, que seus massacres não caíram no esquecimento.” (Néstor Míguez)

Feliz Natal e Feliz Ano Novo cheio de vida, de clamor e de esperança!

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Chamada para textos – Revista Espiritualidade Libertária (n. 5)

Espiritualidade Libertária é uma revista publicada pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo (ISSN 2177-4331).

Surgida em 2010, seus números são temáticos, abertos à pluralidade de interpretações para compreensão dos fenômenos socioculturais relacionados à espiritualidade. Cada número também contempla uma seção livre voltada para trabalhos que não estejam diretamente relacionados com o tema. Seu campo de interesse compreende temas relacionados com teologia, filosofia, antropologia e áreas afins. Como norma geral, os artigos científicos, ensaios e resenhas devem ser apresentados para avaliação prévia da Comissão Editorial e submetidos a pareceristas do Conselho Consultivo.

Aceitamos preferencialmente trabalhos inéditos nos seguintes formatos: artigo científico, ensaio, resenha de livro, texto traduzido, e entrevista.

Os textos devem ser enviados ao e-mail da revista (espiritualidadelibertaria@gmail.com) até o dia 31 de janeiro de 2017.

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Dossiê: “Liev Tolstói & espiritualidade” (responsável: Alysson Aquino)

Liev Nicolaievitch Tolstói (1828-1910) foi um grande romancista russo, internacionalmente conhecido pelos clássicos “Guerra e Paz” e “Anna Karienina”, entre outros. Foi rico, um filho da aristocracia, e casou-se com Sófia Sônia Andrêievna Bers (1844-1919), com quem permaneceu casado por 48 anos e teve 13 filhos. No final de sua vida, ele experimentou mudanças radicais em seu pensamento e em suas práticas. Nesse período, Tolstói refletiu sobre diversas temáticas como a natureza, a vida no campo, o militarismo, os valores sociais, mas em todas elas é possível observar a presença de um eixo articulador: uma compreensão libertária do cristianismo. Assim, Tolstói questionou a autoridade das igrejas, dos governos e a noção de propriedade privada em textos de grande repercussão como “O reino de Deus está em vós”, de 1893. Sua prática espiritual sugeria um cristianismo capaz de negar o Estado a partir da resistência pacífica e de transformações morais individuais de caráter radical. O pensamento de Tolstói incentivou militantes de vários países, incluindo anarquistas brasileiros. Além disso, a força intelectual de suas elaborações alcançou diversos círculos intelectuais por muitos anos após a sua morte, tornando-o responsável pelo aparecimento de outros pensadores vinculados a certa tradição de matriz anarquista cristã.

A partir desse quadro, esse dossiê busca colaborações que façam conexões, das mais diversas perspectivas, entre a vida e a obra desse autor e suas concepções místicas e espirituais. Além disso, o dossiê também busca incorporar diálogos que apresentem práticas políticas, resistências pacifistas, experimentações educativas e pedagógicas, ações naturistas e reflexões ecologistas que tenham suas concepções influenciadas por esse brilhante pensador que foi Tolstói.

VII Feira Anarquista de São Paulo (13/11/2016)

No dia 13 de novembro (domingo) a partir das 10h, ocorrerá a VII Feira Anarquista de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livre, aqui na cidade de São Paulo.

Na edição deste ano (2016), acontecerá mostra editorial e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições, poesias, apresentações teatrais, musicais e outras atividades.

A entrada é gratuita. O evento ocorrerá no Espaço Cultural Tendal da Lapa, na Rua Constança, 72, Lapa, São Paulo, SP, próximo à estação de trem e terminal de ônibus Lapa.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, apoiamos este evento. Para saber mais sobre o nosso coletivo, visite a nossa página ou entre em contato conosco através do e-mail: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

Acesse também o conteúdo da Revista Espiritualidade Libertária.

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Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros (10/11/2016), em São Paulo

Na próxima quinta-feira, dia 10 de novembro a partir das 18h00, ocorrerá o Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros mortos pela Polícia Militar na zona leste da cidade de São Paulo. A concentração do ato será no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito e ao lado da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Não podemos esquecer do César Augusto Gomes da Silva (19 anos), do Jonathan Moreira Ferreira (18 anos), do Caique Henrique Machado Silva (18 anos), do Robson Fernando Donato de Paula (16 anos), do Jonas Ferreira Januário (30 anos), e de tantos outros jovens negros executados nas nossas periferias.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, assim como diversos coletivos, apoiamos este ato.

Por uma espiritualidade contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica!

Por que falar de religião em sala de aula? (por Silas Fiorotti)

Por que falar de religião em sala de aula?

Com as discussões sobre o ensino religioso, muita gente defendeu a retirada total da religião das escolas em nome da laicidade. É claro que as soluções dadas ao ensino religioso que, por sua vez, já foi instituído de forma problemática, não foram boas. Mas o ponto que eu quero destacar aqui é que a exclusão de qualquer abordagem das religiões por si só não garante a laicidade de qualquer escola ou do processo de ensino-aprendizagem.

Muita gente ainda pensa que o surgimento da laicidade foi fruto de uma demanda estritamente política ou jurídica, sem a atuação ou interferência de religiosos. Isso não é verdade. O avanço da laicidade em diversos países também é fruto da luta das minorias religiosas por reconhecimento, muitas vezes contra os interesses das religiões ou instituições religiosas estatais. Nesse sentido, a laicidade também é observada pela garantia de existência, garantia de visibilidade e respeito às minorias religiosas.

Pensando ainda que a laicidade é observada quando as minorias religiosas são respeitadas, podemos dizer que um ensino religioso que invariavelmente privilegia somente os católicos e os evangélicos, religiosos que possuem grande visibilidade na sociedade brasileira, dificilmente contribuirá no sentido de combater a intolerância religiosa e promover o respeito às minorias religiosas (principalmente os candomblecistas e os umbandistas, entre outros grupos).

No Brasil a intolerância religiosa está diretamente ligada ao racismo. Não tenho a intenção de discorrer sobre isso aqui, mas muitos negros ainda sofrem com o estigma e acabam negando sua identidade étnico-racial. Isso vem sendo denunciado e combatido, o que tem levado ao desenvolvimento de uma cultura negra e à afirmação dessa identidade por parte de muitos jovens. A escola tem esse papel de garantir que muitos jovens não acabem negando suas identidades religiosas por conta de estigmas e preconceitos, inclusive de cunho racista.

Aqui em São Paulo, o Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, iniciou o projeto de extensão “Diversidade religiosa em sala de aula”. Você, professor ou profissional da educação, venha dialogar conosco. Precisamos nos comprometer com a valorização da diversidade e o combate à intolerância religiosa.

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Silas Fiorotti é cientista social, doutorando em Antropologia Social, tutor EaD, membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, e autor do livro Rebeldia Evangélica.

Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular (11/6/2016), em São Paulo

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

“Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular” (11/6)
com Marco Antonio Sá (fotógrafo e pesquisador da PUC-SP)
e Rosenilton Oliveira (antropólogo e pesquisador da USP)
e mediado por Aline Souza e Gabriela Veloso.

Haverá apresentação de fotos do convidado (Marco Antonio Sá).

Este encontro iniciará pontualmente às 15h00 no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 2071, São Paulo, SP (próximo ao metrô Brigadeiro).

Convidem amig@s e compareçam. A entrada é gratuita. Pedimos apenas que levem algum quitute ou frutas para partilharmos. (Não esqueçam suas canecas para não utilizarmos copos descartáveis.)

Para confirmarem a presença e demais informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

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