No dia 08 de dezembro, ocorreu a II Feira dos Direitos Humanos, em São Paulo

No dia 08 de dezembro, ocorreu a II Feira dos Direitos Humanos promovida pela organização Conectas Direitos Humanos, aqui na cidade de São Paulo. Essa feira foi realizada em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária esteve presente e apresentou o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, assim como a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa”.

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Para saber sobre a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa”, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Acompanhe também a “Campanha Contra a Intolerância Religiosa” no Facebook.

Contato: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

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Dia da Reforma Protestante: Dia da Diversidade Cristã, Dia da Crítica Religiosa (por Flávio Macedo Pinheiro)

Como é de conhecimento de muitos, no dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou as chamadas 95 Teses em uma Igreja na Alemanha (Sacro Império, na época). Essas teses eram essencialmente críticas às práticas corruptas presentes no Catolicismo Romano. O dia que ele fez isso não teve grande destaque, mas, mesmo sem saber, ele deu início a um movimento que, também por razões políticas, culturais e econômicas, abalou a sociedade europeia. Em pouco tempo, as críticas luteranas se estenderam das práticas às doutrinas católicas.

Hoje é comum os protestantes afirmarem retoricamente que “é preciso uma nova Reforma na igreja”, e é por isso que escrevo esse texto. Qual foi a consequência da Reforma? Foi a proliferação de diversas igrejas e teologias que receberam o nome de protestantes. A proposta luterana não era essa, pois, a princípio, ele acreditava que era possível manter uma unidade institucional e teológica na cristandade ocidental. O que devemos questionar é: em algum momento da história do cristianismo já houve essa pretensa unidade? Não, isso nunca existiu, nem mesmo na religião que deu origem ao cristianismo – a saber, o judaísmo.

Entre os antigos hebreus sempre houve uma diversidade de correntes, sendo que um grupo ortodoxo acusava os demais de seguirem “falsos profetas”. O início do cristianismo também é marcado por essa diversidade, tanto no período neotestamentário, quando outros grupos pregavam o Cristo sem a conivência dos apóstolos, quanto na(s) igreja(s) primitiva(s). A própria diversidade cristã fez com que fosse necessário realizar diversos Concílios Ecumênicos para a definição de quais seriam as doutrinas tidas por ortodoxas. Os segmentos rejeitados (“heréticos”) continuaram a existir, ainda que perseguidos. Em toda a Idade Média, ainda que a Igreja Católica Romana tenha se tornado a instituição oficial cristã, sempre houve várias correntes de cristãos que se opunham à ortodoxia ou ortopraxia romanas, sendo que alguns foram perseguidos (como os valdenses) e outros foram cooptados pela instituição (como os franciscanos).

Essas pessoas que hoje afirmam que “precisamos de uma nova Reforma”, na prática, ignoram que o cristianismo sempre foi uma religião multifacetada. Essas pessoas podem, com legitimidade, fazer críticas às suas denominações, apontando para os possíveis desvios doutrinários em suas ortodoxias. Mas querer afirmar uma única ortodoxia para todos os cristãos e almejar uma unidade entre todos os cristãos, ou mesmo retornar a uma suposta “unidade que se perdeu” no mundo atual, é fruto de um pensamento que idealiza o passado e não o entende em suas complexidades, contradições e conflitos. Nunca houve harmonia teológica entre os cristãos. A “conquista” católica foi de uma “harmonia institucional”, que na prática nada mais era do que um “silêncio dos hereges” (vivos ou mortos). Aí é que entra o “paradoxo das consequências” da Reforma Luterana: um movimento que defendia uma unidade, um “retorno à forma original” do cristianismo, serviu para evidenciar a pluralidade cristã, gerando cisões atrás de cisões, o que resultou na emergência de tantas instituições cristãs.

Isso é ruim? Só se você acredita que já houve uma unidade, se você idealiza uma certa visão do passado. Para além disso, a Reforma trouxe algo de muito positivo: o princípio da crítica! Só Deus é absoluto, e todo o resto pode e deve ser criticado. Toda pretensão absoluta, seja do papa, do rei, do Estado, de igrejas, pastores, líderes, etc, todos devem ser questionados. A fé protestante deve ser um posicionamento afirmativo do que cremos e vivemos, e negativo frente a toda pretensão absoluta que tente tomar o lugar de Deus. A própria Bíblia, enquanto regra de fé e prática, passa a a ser estudada com critérios exegéticos e históricos, rejeitando as constantes alegorias arbitrárias das leituras bíblicas típicas do medievo. Eis a nossa herança.

Celebrar o corajoso ato de Lutero é reconhecer a diversidade cristã, e ao mesmo tempo não aceitar tudo o que se diz cristão sem antes o expor ao fogo da crítica. Devemos, por fim, abrir mão dessa nostalgia do que não existiu, dessa pretensão totalitária dos que querem impor uma unidade à Teologia Cristã, e estabelecer a crítica constante a tudo o que é humano e que pretenda tomar o lugar de Deus. Criticar não é apenas rejeitar, e sim também aceitar após uma reflexão criteriosa. Manter a Reforma viva não é propor uma nova Reforma, e sim manter vivo o princípio da crítica, que é o combate a toda idolatria! Que Deus nos abençoe nessa tarefa!

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Flávio Macedo Pinheiro é bacharel em História, Filosofia e Teologia, e reside na cidade de São Paulo. E-mail: flavimp@yahoo.com.br.

Diálogo sobre os evangélicos na ditadura militar (23/7/2016), em São Paulo

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

23/7 (sábado) a partir das 15h00
Diálogo sobre os evangélicos na ditadura militar

com o teólogo e historiador Silas Luiz de Souza (autor do livro “Protestantismo & ditadura”) e com o sociólogo Anivaldo Padilha, e mediado por Tamy Tavares e Maria Emília Amaral

O encontro iniciará pontualmente às 15h00 no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, na Av. Brigadeiro Luis Antônio, 2071, São Paulo, SP, próximo ao metrô Brigadeiro.

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A participação é gratuita, basta confirmar a presença por e-mail e contribuir com quitutes, frutas ou bebidas que serão partilhados.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.
#espiritualidadelibertaria

No dia 11 de junho, ocorreu o Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular, em São Paulo

No dia 11 de junho, ocorreu o “Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular”, aqui na cidade de São Paulo. Este diálogo contou com a presença do Marco Antonio Sá, fotógrafo e pesquisador da PUC-SP, e do Rosenilton Oliveira, antropólogo da USP, além da mediação da Gabriela Veloso.

Agradecemos a todas e todos que participaram e/ou apoiaram a realização desse encontro. Lembramos que o Marco Antonio Sá compartilhou o arquivo de sua apresentação sobre religiosidade popular, podemos enviar por e-mail para quem tiver interesse (espiritualidadelibertaria@gmail.com).

Acompanhe a página do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária para obter informações sobre os próximos encontros e outras atividades. No mês de julho, organizaremos um diálogo sobre os evangélicos no período da ditadura militar.

Mantenham a chama acesa!!

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Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular (11/6/2016), em São Paulo

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

“Diálogo sobre catolicismo negro e religiosidade popular” (11/6)
com Marco Antonio Sá (fotógrafo e pesquisador da PUC-SP)
e Rosenilton Oliveira (antropólogo e pesquisador da USP)
e mediado por Aline Souza e Gabriela Veloso.

Haverá apresentação de fotos do convidado (Marco Antonio Sá).

Este encontro iniciará pontualmente às 15h00 no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 2071, São Paulo, SP (próximo ao metrô Brigadeiro).

Convidem amig@s e compareçam. A entrada é gratuita. Pedimos apenas que levem algum quitute ou frutas para partilharmos. (Não esqueçam suas canecas para não utilizarmos copos descartáveis.)

Para confirmarem a presença e demais informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

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#espiritualidadelibertaria

No dia 29 de maio, ocorreu o Ato d@s evangélic@s, católic@s e outr@s religios@s na Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo

No dia 29 de maio, ocorreu o Ato d@s evangélic@s, católic@s e outr@s religios@s contra a homofobia, contra a lesbofobia e contra a transfobia na Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo.

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária apoiamos esse ato e agradecemos a todos e todas que organizaram e participaram, como: a iniciativa Jesus Cura a Homofobia, a organização Koinonia – Presença Ecumênica, a Rede Ecumênica da Juventude, a Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo, entre outros.

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Ato d@s evangélic@s, católic@s e outr@s religios@s na Parada do Orgulho LGBT (29/5/2016), em São Paulo

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, apoiamos o Ato d@s evangélic@s, católic@s e outr@s religios@s contra a homofobia, contra a lesbofobia e contra a transfobia, na Parada do Orgulho LGBT (29/5/2016), em São Paulo.

A concentração do ato ocorrerá em frente ao prédio da Casper Líbero, na Avenida Paulista, 900, a partir das 10h00.

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Compareçam e digam: #jesuscuraahomofobia, #jesuscuraalesbofobia, #jesuscuraatransfobia, #nãoàhomofobia, #nãoemmeunome #nãoemnomededeus, #espiritualidadelibertaria.