Projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula promoveu atividade na E.E. Luiz Lustosa da Silva, em Osasco

No dia 19 de novembro, o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula promoveu atividade na Escola Estadual Professor Luiz Lustosa da Silva, na cidade de Osasco, SP. Por ocasião da Semana da Cultura Afro-Indígena, de iniciativa do professor Leandro Nunes, houve a realização de oficinas sobre diversidade religiosa que contaram com a mediação de Silas Fiorotti (coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula) e a participação de estudantes do Ensino Fundamental II. Destacou-se a importância do combate à intolerância no sentido do respeito às diferenças e da valorização da diversidade religiosa.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Artigo “Intolerância Religiosa dos Evangélicos na Educação Básica” publicado na Revista Interritórios

Na última edição da Revista de Educação Interritórios (v. 5, n. 9, 2019) foi publicado o artigo Intolerância religiosa dos evangélicos na educação básica: breve análise de alguns casos de autoria de Silas Fiorotti, coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula.

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Segue abaixo o resumo do artigo:

Resumo: O artigo apresenta uma breve análise de dezoito casos de intolerância religiosa ocorridos, entre 2004 e 2018, no âmbito da educação básica; e também uma reflexão sobre duas atividades. Estes casos foram classificados em cinco tipos de intolerância religiosa na educação básica. Seguindo a perspectiva antropológica que identifica a presença do religioso nas proibições, identificou-se diversas proibições em relação às religiões e aos símbolos afro-brasileiros. Apontou-se que o religioso presente nas escolas está associado a um Deus belicoso do pentecostalismo que propaga a guerra espiritual. Os casos analisados indicam que quem mais sofre com a intolerância religiosa nas escolas são pessoas adeptas das religiões afro-brasileiras e negras, e quem mais comete os atos de intolerância religiosa são pessoas evangélicas. E, por fim, como medida de combate à intolerância religiosa, há um apelo para que estudantes, professores e demais profissionais da educação estejam efetivamente em contato e em diálogo com os religiosos afro-brasileiros.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

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No dia 12 de novembro, ocorreu o encontro “Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar”

No dia 12 de novembro, ocorreu o encontro Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar, aqui na cidade de São Paulo.

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Este encontro contou com a participação do Silas Fiorotti, cientista social, mestre em Ciências da Religião, doutor em Antropologia Social, e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula; da Cintia Quina da Silva, historiadora e mestranda em Educação, professora da rede pública (SEE-SP) e idealizadora do projeto Congo; e da Najla Ghabar, pedagoga, psicóloga e mestre em Ciências da Religião, professora do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, e coordenadora do Terra Roxa Vivências Culturais. Além da mediação da Janine Rodrigues, fundadora da editora Piraporiando. Foi um momento importante de reflexão sobre as formas de abordar as religiões nas escolas com o intuito de combater a intolerância religiosa e o racismo.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Encontro “Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar” (12/11/2019), em São Paulo

No dia 12 de novembro (terça-feira) a partir das 19h30, ocorrerá o encontro “Diversidade Religiosa no Ambiente Escolar” promovido pela editora Piraporiando.

O evento tem foco no público escolar (professores, coordenadores, gestores) e propõe uma análise dos danos causados pela intolerância religiosa dentro das escolas. Dialogar sobre soluções, ouvir casos reais e pensar coletivamente em ações e projetos que contribuam para uma maior equidade nas escolas e na sociedade é o objetivo principal proposto pela Piraporiando neste evento.

Para compor o grupo de convidados e convidadas, teremos a presença de:
Silas Fiorotti, cientista social, mestre em Ciências da Religião (Umesp) e doutor em Antropologia Social (USP). Atua como pesquisador colaborador no CERU-USP e no CERNe-USP, como professor colaborador no CPPG-FMU, e coordena o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula.
Cintia Quina da Silva, historiadora e mestranda em Educação (Unifesp). Professora de História, Filosofia, Sociologia e Ensino Religioso da rede pública (SEE-SP). Pesquisadora da área de história africana e afro-brasileira, intolerância religiosa em relação às religiões de matriz africana, questões de gênero e educação antirracista.
Najla Ghabar, pedagoga, psicóloga e mestre em Ciências da Religião (PUC-SP). Professora de Ensino Religioso no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Em 2017, em parceria com educadores, criou o Terra Roxa Vivências Culturais, empresa que elabora e promove o projetos sonhando transformar vidas a partir de vivências e experiências sensoriais únicas no contato com o mundo que nos cerca.
Janine Rodrigues, fundadora da Piraporiando, será a mediadora do evento. Formada em Gestão Ambiental com Especialização Socioambiental pela UFRJ e Produção Cultural. Especialização em Educação pela PUC. Cursou “Racismo na Infância: uma forma de maus tratos”, no Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade. Fundadora da editora Piraporiando.

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Onde: no Civi-co, Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445, Pinheiros, São Paulo, SP.
Data: 12 de novembro de 2019.
Horário: 19h30 às 21h30.
Público: Professores e professoras, coordenadores e coordenadoras pedagógicas e demais gestores e gestoras escolares.
— Número máximo de 50 participantes.
— Evento gratuito mediante inscrição prévia: <http://bit.ly/Diversidadereligiosa>.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

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Os defensores das missões evangélicas e sua incapacidade crítica (por Silas Fiorotti)

Eu cresci no meio evangélico brasileiro que sempre incentivou as “missões transculturais” entre os chamados “povos não alcançados”, principalmente indígenas e islâmicos que não têm acesso a nenhuma tradução da Bíblia. Cresci ouvindo o nome de J. Hudson Taylor (1832-1905), um missionário inglês que atuou na China por muitos anos, além dos nomes de diversos missionários brasileiros que diziam seguir o seu legado e que as nossas igrejas sustentavam.

Não divulgava-se as críticas em relação às atuações de J. Hudson Taylor e de outros missionários, como William Carey (1761-1834) ou Robert Morrison (1782-1834), que tornaram-se heróis míticos de muitos evangélicos. Estes pais das missões protestantes modernas traduziram a Bíblia para diversas línguas, mas o legado deixado não foi propriamente o de igrejas nativas que se “autogovernaram, autoexpandiram e autosustentaram”, inclusive por conta do altamente criticável “paternalismo benevolente” que se difundiu na esteira do paradigma missionário colonizador.

O teólogo sul-africano David J. Bosch (1929-1992) foi um daqueles evangélicos, talvez um dos poucos, que produziu uma obra crítica em relação às missões modernas. No clássico livro Missão transformadora [Transforming Mission], de 1991, Bosch apontou que além do alarde desmedido e do orgulho na exaltação das grandes realizações dos missionários evangélicos, o aspecto ainda mais negativo de muitos defensores da missão diz respeito à total incapacidade crítica frente à própria cultura ou incapacidade de apreciar outras culturas.

Nos dias atuais, se por um lado, podemos especular que predomina a falta de incentivo para o desenvolvimento de uma autocrítica efetiva; por outro lado, os missionários brasileiros e as agências missionárias de “matriz evangélico-fundamentalista” estão sendo obrigados a responderem as críticas, principalmente em relação às suas atuações entre indígenas, advindas de órgãos do governo federal, de diversas organizações e de antropólogos.

A edição de número 347 da revista evangélica Ultimato (Viçosa, MG), de março-abril de 2014, talvez seja um exemplo contemporâneo paradigmático para avaliarmos as reações destes missionários brasileiros diante de diversas críticas.

Uma das reações dos missionários vem através de notas públicas em que acusam órgãos governamentais de perseguição religiosa contra missionários que atuam entre indígenas. A revista Ultimato apresenta uma entrevista com Cassiano Luz, presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) que, por sua vez, emitiu uma dessas notas. Cassiano Luz afirma que a suposta perseguição religiosa é fruto de uma “ideologia antievangélica e antimissionária” que encontra forte guarida na academia. Ele defende as agências missionárias evangélicas de “modelo transcultural” afirmando que a evangelização adotada por elas é “dialogal e respeitosa” e não assemelha-se à “catequese impositiva e unilateral”.

Parece-me que ainda falta diálogo destes missionários e defensores das missões com a academia e com os antropólogos. Não entendo como “antievangélica ou antimissionária”, nem como calúnia ou difamação, a análise de algum antropólogo que, ao comparar esse “modelo transcultural” com o “modelo inculturado”, adotado atualmente por católicos e protestantes ecumênicos, afirma que o primeiro aproxima-se mais do “modelo jesuíta” do período colonial. Em suas análises, os antropólogos invariavelmente fazem algumas comparações com base em alguns critérios objetivos.

A mesma edição da revista Ultimato apresenta também dois artigos de duas teólogas e missionárias brasileiras. Tanto Bráulia Ribeiro, no artigo A cultura, esta nossa inimiga, como Antonia Leonora van der Meer, no artigo Uma descoberta surpreendente sobre a influência real dos missionários, parecem alardear uma suposta recém-descoberta e grande realização dos missionários evangélicos. Elas referem-se às pesquisas do sociólogo Robert D. Woodberry.

Li o artigo de Woodberry, de 2012, intitulado The Missionary Roots of Liberal Democracy. A partir da leitura, levantei diversas questões que estão no meu artigo intitulado Onde está a herança missionária de resistência anticolonial?: um diálogo entre Woodberry e Rieger, que foi publicado na revista Práxis Evangélica (n. 25, jul. 2015, pp. 45-60). Minha crítica não recai sobre a proposta de Woodberry no sentido de reavaliar as raízes da democracia em diferentes contextos, mas sim sobre a suposta proposta implícita que tenta provar que a presença dos missionários evangélicos trouxe mais benefícios do que prejuízos e sobre a utilização do artigo no mesmo sentido.

Finalizo este texto com um apelo aos missionários e defensores das missões evangélicas para que estabeleçam com empenho novos diálogos com a academia e com os antropólogos para o desenvolvimento de uma autocrítica efetiva. Toda a sanha por enfatizar apenas as realizações dos missionários evangélicos tem alimentado antigos estereótipos, principalmente em relação aos indígenas e aos islâmicos, e prejudicado as tentativas de apreciação e valorização das culturas locais.

[Artigo publicado originalmente na Revista Novos Diálogos, Rio de Janeiro, 08/9/2015.]

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Silas Fiorotti é cientista social, mestre em Ciências da Religião e doutor em Antropologia Social, professor-pesquisador, e coordenador do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Desenvolveu pesquisa de doutorado sobre o pentecostalismo contemporâneo em Moçambique e no Brasil. E-mail: <silas.fiorotti@gmail.com>.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

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A Voz das Religiões Afro: Direito de Resposta à IURD e Rede Record

A Voz das Religiões Afro é uma série de episódios realizada como direito de resposta das religiões afro-brasileiras a duas emissoras de televisão ligadas a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A justiça determinou a exibição de 4 episódios em uma das emissoras. Estes episódios foram gravados sob a coordenação do Instituto Idafro (Instituto de Defesa das Religiões Afro-Brasileiras) e contaram com a participação de diversos representantes das religiões afro-brasileiras.

Os dois primeiros episódios já foram disponibilizados pelo Instituto Idafro no Youtube.

A Voz das Religiões Afro (episódio 1):

A Voz das Religiões Afro (episódio 2):

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia os textos “Por que falar de religião em sala de aula?” e “É preciso combater a intolerância religiosa na educação básica”.

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“De onde a ministra Damares tirou este número?”, nota da Associação Brasileira de Antropologia

“De onde a ministra Damares tirou este número?”, nota da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) sobre a declaração da ministra Damares Alves, no dia 31/05/2019, em Buenos Aires.

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A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vem por este meio manifestar a sua indignação e o seu repúdio perante a declaração da senhora Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a pastora evangélica Damares Alves, por ocasião da 33ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (RAADH), realizada entre os dias 29 e 31 de maio na cidade de Buenos Aires. A ministra declarou publicamente que haveria entre os povos indígenas no Brasil 1.500 casos de recém-nascidos enterrados vivos todos os anos por seus pais e familiares.

Trata-se de uma afirmação sem fundamento algum, sem qualquer base científica. Como a ministra chegou a este número? Como estabeleceu a relação entre o suposto número e a causa morte atribuída? A partir de que fontes? Com certeza não foi obtida junto à Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS), a fonte mais qualificada e confiável hoje disponível no país, na esfera pública, sobre as ações e a situação de saúde individual e coletiva da população indígena no Brasil.

Segundo dados disponíveis no Relatório Anual de Gestão (RAG) da SESAI, relativo à 2018, que cobre o período de 01/01/2018 a 30/09/2018, extraído em 10/01/2019, dos 381 óbitos registrados, 330 são óbitos de crianças menores de um ano cuja causa foi investigada e notifica no Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (SIASI). Não há registro de óbito relacionado com a alegada causa apontada pela ministra.

No RAG de 2017, a SESAI informa a ocorrência de 472 casos de óbitos infantis (crianças menores de 01 ano) nesse ano, sendo investigados 321 óbitos. Os dados foram extraídos do SIASI em janeiro de 2018 e cobriu 33 Distritos Sanitários Especial Indígena (DSEI). Também não há indicação de que tenha ocorrido na circunstancia indicada pela senhora ministra.

De outro lado, não chegou ao nosso conhecimento que a ministra Damares Alves tenha se manifestado preocupada com os efeitos de decisões de colegas que coordenam as ações e políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro, e seus efeitos na saúde e nos direitos humano da população indígena no país. Nos referimos aos cortes orçamentários no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS), ao atraso no pagamento dos funcionários nos DSEI, na falta de medicamentos e outros recursos básicos de atenção, e no cancelamento do acordo de cooperação entre Brasil e Cuba, por intermédio do Programa Mais Médicos, que afetou diretamente o atendimento nas aldeias nas Terras Indígenas. Mais de três centenas de médicos cubanos tiveram de retirar-se das ações de atenção básica.

Recentemente veio a público a ocorrência de mortes de crianças no Parque Indígena do Xingu, do povo Kaiabi, por causas evitáveis por ações de atenção básica. Na Terra Indígena Yanomami já há registros de ocorrências semelhantes.

Como pesquisadores e cidadãos, manifestamos nossa indignação e repúdio em relação às declarações e omissões da ministra Damares. E que ela venha a público esclarecer as bases científicas da afirmação feita em Buenos Aires e sua intenção.

Brasília, 11 de junho de 2019.
Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e sua Comissão de Assuntos Indígenas (CAI)

Esta nota foi publicada originalmente na página da ABA.

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