Marcha das Religiões Afro-Brasileiras (08/08/2018), em São Paulo.

No dia 08/08/2018 (quarta-feira) a partir das 18h, ocorrerá a Marcha das Religiões Afro-Brasileiras, aqui na cidade de São Paulo. A concentração será no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, 1578.

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Na ocasião ocorrerá o Ato Contra o RE 494601 que será julgado no STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 09/08/2018. Este Recurso Extraordinário (RE) 494601 foi interposto pelo Ministério Público (MP) do Estado do Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho que declarou a constitucionalidade da lei estadual 12.131/04, lei que acrescentou ao Código Estadual de Proteção de Animais gaúcho a possibilidade de sacrifícios de animais, destinados à alimentação humana, dentro dos cultos das religiões afro-brasileiras. O MP argumentou que a lei gaúcha não poderia excluir a ilicitude do sacrifício de animais em rituais religiosos da conduta penal prevista no artigo 32, da Lei dos Crimes Ambientas, de âmbito federal. Ou seja, o argumento do MP e de outros cidadãos vai no sentido da criminalização das práticas religiosas afro-brasileiras, algo recorrente na sociedade brasileira e que caracteriza-se como intolerância religiosa e racismo.

Diga não à intolerância religiosa! Diga não ao racismo!

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Campanha Contra a Intolerância Religiosa (2018)

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária promove anualmente a Campanha Contra a Intolerância Religiosa. Leia o texto “É preciso dizer não à intolerância no Brasil”, e saiba mais sobre nossa campanha.

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Utilize a hashtag #nãoàintolerânciareligiosa e deixe sua foto e seu recado nas redes sociais, por uma cultura de respeito, convivência pacífica e livre da intolerância religiosa. Você pode acessar os cartazes da nossa campanha através deste link.

Você também pode promover a Volta às aulas sem intolerância religiosa na sua escola, incentivando seus colegas professores e estudantes a participarem da Campanha Contra a Intolerância Religiosa.

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

 

2018 com espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária desejamos um 2018 cheio de espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

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“Clamem, mães da dor e da esperança. Não deixem de clamar através dos séculos, mães de Ramá e de Belém. Com as mães do Iraque e de Gaza, e novamente de Belém. Com as mães de Auschwitz ou da Armênia, e de todos os genocídios da insensata história humana. Gritem e chorem com as mães de todos os nossos povos da América indígena, dizimados em suas próprias terras pelo afã homicida do conquistador atirado na busca do ouro e do poder. Gritem com as mães de Soweto, com as de Hiroshima, as milhões de mães de holocaustos de inocentes, que a soberbia e o preconceito disseminam em nossa história. Com as mães de Biafra e do Haiti, vendo seus filhos morrendo na fome imposta, na miséria calculada. […] Que seus gritos de espanto ressoem sempre, sem ceder diante das ofertas de consolo dos compradores de consciências. Não ouçam as palavras doces com as quais querem abrandá-las os pregadores das reconciliações indignantes. Que nunca se detenham em seu obstinado lamento, essa desbocada exigência de vida, essas voltas intermináveis nas praças dos povoados; que não se cale esse clamor de justiça que se levanta desde o início dos séculos e chega até hoje, para que o império nunca durma sem sentir, mesmo tampando os ouvidos, que seus massacres não caíram no esquecimento.” (Néstor Míguez)

Feliz Natal e Feliz Ano Novo cheio de vida, de clamor e de esperança!