“Que o poder religioso não justifique qualquer tipo de abuso!”, nota das Católicas pelo Direito de Decidir

Segue abaixo a nota emitida pelas Católicas pelo Direito de Decidir:

meme-nota abusos nas religiões 2018

Nos últimos dias, o Brasil se deparou com uma série de denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus. Mais de 500 denúncias já foram feitas ao Ministério Público. Além dos abusos, João também está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

O episódio não é isolado. Inúmeras são as notícias de abuso sexual e de estupro cometidos por líderes religiosos do mundo todo, incluindo padres católicos e pastores evangélicos. As religiões, ao contrário do que pregam, também têm sido espaço de violência e silenciamento de vítimas, estas, em sua maioria, mulheres.

A vida e a dignidade das mulheres devem ser respeitadas em todos os espaços sociais, políticos e também religiosos. Ao contrário do que alguns setores da sociedade têm propagado, a religião não é a salvaguarda da Nação, mas, sim a Democracia, que deve garantir o respeito a toda e qualquer pessoa.

Fundamentados no Estado laico, os valores democráticos de respeito à diversidade e combate a qualquer tipo de intolerância devem ser os pilares de todos os governos comprometidos com o bem-estar social.

Nós, Católicas pelo Direito de Decidir, nos indignamos com o uso da fé e da religiosidade para a perpetuação da violência contra as mulheres. Que todo e qualquer relato de abuso seja investigado e punido, e que haja acolhimento e solidariedade para com as mulheres diante da dor da violência e do silenciamento.

Católicas pelo Direito de Decidir
19/12/2018

Fonte: <http://catolicas.org.br/novidades/que-o-poder-religioso-nao-justifique-qualquer-tipo-de-abuso/>.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Reportagem aponta aumento dos casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro

Reportagem do RJTV da TV Globo, do dia 12/12/2018, aponta que houve aumento de 51% do número de casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Segue abaixo alguns trechos da reportagem:

“De janeiro até a primeira semana de dezembro, há registros de 103 casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Em 2017 foram 68 casos. Um aumento de 51% de acordo com a secretaria estadual de Direitos Humanos.”

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“Muitas vezes, os atos que nós percebemos aqui é em decorrência das vestimentas das pessoas. Começa com um olhar atravessado. O segundo passo, muitas vezes, é uma palavra colocada de puro preconceito”, explicou Átila Alexandre Nunes, secretário estadual de Direitos Humanos.

“As mulheres são as maiores vítimas da discriminação: 47%. Uma parte dessa perseguição é imposta pelo poder paralelo. Os traficantes também passaram a interferir nas questões religiosas.”

Fonte: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/12/12/aumenta-em-51-o-numero-de-casos-de-intolerancia-religiosa-no-rj.ghtml>.

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros (10/11/2016), em São Paulo

Na próxima quinta-feira, dia 10 de novembro a partir das 18h00, ocorrerá o Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros mortos pela Polícia Militar na zona leste da cidade de São Paulo. A concentração do ato será no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito e ao lado da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Não podemos esquecer do César Augusto Gomes da Silva (19 anos), do Jonathan Moreira Ferreira (18 anos), do Caique Henrique Machado Silva (18 anos), do Robson Fernando Donato de Paula (16 anos), do Jonas Ferreira Januário (30 anos), e de tantos outros jovens negros executados nas nossas periferias.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, assim como diversos coletivos, apoiamos este ato.

Por uma espiritualidade contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica!