Diálogo sobre as perspectivas das teologias feministas (29/4/2017), em São Paulo

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convidamos para:

Diálogo sobre as perspectivas das teologias feministas“, no dia 29/4 (sábado) a partir das 9h30, com a presença de: Elaine Donda (teóloga e pesquisadora da Umesp) e Mabel Garcia (teóloga e pastora batista), e mediado por Angélica Tostes (do Espiritualidade Libertária).

O encontro iniciará pontualmente às 9h30 no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 2071, São Paulo, SP (próximo ao metrô Brigadeiro).

A participação é gratuita. Pedimos apenas que confirmem a presença por e-mail (espiritualidadelibertaria@gmail.com) e colaborem com alguns quitutes ou frutas que serão partilhados durante o encontro.

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária anuncia o lançamento do primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Essa publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”.

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No dia 14 de janeiro, ocorreu o evento Garage Underground em São Paulo

No dia 14 de janeiro, ocorreu o evento Garage Underground na Igreja Evangélica Refúgio Moriah, na zona sul da cidade de São Paulo. Além da apresentação das bandas Terceiro Dia e Living Fire, e da exposição e distribuição de fanzines, houve um momento de diálogo sobre a intolerância religiosa no Brasil.

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária esteve presente no evento dialogando sobre o tema e divulgando a Campanha Contra a Intolerância Religiosa. Agradecemos os organizadores e todos os participantes que dialogaram conosco e estão dispostos a combater a intolerância religiosa no meio evangélico.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, apoiamos todas as iniciativas de combate à intolerância religiosa. No mês de janeiro de 2017, por conta do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (dia 21), ocorrerão diversas atividades por todo o país.

Partilhe uma foto, partilhe uma mensagem, organize e/ou participe de alguma iniciativa contra a intolerância religiosa na sua cidade. Diga #nãoàintolerânciareligiosa!

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Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti. Acompanhe também a Campanha Contra a Intolerância Religiosa no Facebook.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

Dia da Reforma Protestante: Dia da Diversidade Cristã, Dia da Crítica Religiosa (por Flávio Macedo Pinheiro)

Como é de conhecimento de muitos, no dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou as chamadas 95 Teses em uma Igreja na Alemanha (Sacro Império, na época). Essas teses eram essencialmente críticas às práticas corruptas presentes no Catolicismo Romano. O dia que ele fez isso não teve grande destaque, mas, mesmo sem saber, ele deu início a um movimento que, também por razões políticas, culturais e econômicas, abalou a sociedade europeia. Em pouco tempo, as críticas luteranas se estenderam das práticas às doutrinas católicas.

Hoje é comum os protestantes afirmarem retoricamente que “é preciso uma nova Reforma na igreja”, e é por isso que escrevo esse texto. Qual foi a consequência da Reforma? Foi a proliferação de diversas igrejas e teologias que receberam o nome de protestantes. A proposta luterana não era essa, pois, a princípio, ele acreditava que era possível manter uma unidade institucional e teológica na cristandade ocidental. O que devemos questionar é: em algum momento da história do cristianismo já houve essa pretensa unidade? Não, isso nunca existiu, nem mesmo na religião que deu origem ao cristianismo – a saber, o judaísmo.

Entre os antigos hebreus sempre houve uma diversidade de correntes, sendo que um grupo ortodoxo acusava os demais de seguirem “falsos profetas”. O início do cristianismo também é marcado por essa diversidade, tanto no período neotestamentário, quando outros grupos pregavam o Cristo sem a conivência dos apóstolos, quanto na(s) igreja(s) primitiva(s). A própria diversidade cristã fez com que fosse necessário realizar diversos Concílios Ecumênicos para a definição de quais seriam as doutrinas tidas por ortodoxas. Os segmentos rejeitados (“heréticos”) continuaram a existir, ainda que perseguidos. Em toda a Idade Média, ainda que a Igreja Católica Romana tenha se tornado a instituição oficial cristã, sempre houve várias correntes de cristãos que se opunham à ortodoxia ou ortopraxia romanas, sendo que alguns foram perseguidos (como os valdenses) e outros foram cooptados pela instituição (como os franciscanos).

Essas pessoas que hoje afirmam que “precisamos de uma nova Reforma”, na prática, ignoram que o cristianismo sempre foi uma religião multifacetada. Essas pessoas podem, com legitimidade, fazer críticas às suas denominações, apontando para os possíveis desvios doutrinários em suas ortodoxias. Mas querer afirmar uma única ortodoxia para todos os cristãos e almejar uma unidade entre todos os cristãos, ou mesmo retornar a uma suposta “unidade que se perdeu” no mundo atual, é fruto de um pensamento que idealiza o passado e não o entende em suas complexidades, contradições e conflitos. Nunca houve harmonia teológica entre os cristãos. A “conquista” católica foi de uma “harmonia institucional”, que na prática nada mais era do que um “silêncio dos hereges” (vivos ou mortos). Aí é que entra o “paradoxo das consequências” da Reforma Luterana: um movimento que defendia uma unidade, um “retorno à forma original” do cristianismo, serviu para evidenciar a pluralidade cristã, gerando cisões atrás de cisões, o que resultou na emergência de tantas instituições cristãs.

Isso é ruim? Só se você acredita que já houve uma unidade, se você idealiza uma certa visão do passado. Para além disso, a Reforma trouxe algo de muito positivo: o princípio da crítica! Só Deus é absoluto, e todo o resto pode e deve ser criticado. Toda pretensão absoluta, seja do papa, do rei, do Estado, de igrejas, pastores, líderes, etc, todos devem ser questionados. A fé protestante deve ser um posicionamento afirmativo do que cremos e vivemos, e negativo frente a toda pretensão absoluta que tente tomar o lugar de Deus. A própria Bíblia, enquanto regra de fé e prática, passa a a ser estudada com critérios exegéticos e históricos, rejeitando as constantes alegorias arbitrárias das leituras bíblicas típicas do medievo. Eis a nossa herança.

Celebrar o corajoso ato de Lutero é reconhecer a diversidade cristã, e ao mesmo tempo não aceitar tudo o que se diz cristão sem antes o expor ao fogo da crítica. Devemos, por fim, abrir mão dessa nostalgia do que não existiu, dessa pretensão totalitária dos que querem impor uma unidade à Teologia Cristã, e estabelecer a crítica constante a tudo o que é humano e que pretenda tomar o lugar de Deus. Criticar não é apenas rejeitar, e sim também aceitar após uma reflexão criteriosa. Manter a Reforma viva não é propor uma nova Reforma, e sim manter vivo o princípio da crítica, que é o combate a toda idolatria! Que Deus nos abençoe nessa tarefa!

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Flávio Macedo Pinheiro é bacharel em História, Filosofia e Teologia, e reside na cidade de São Paulo. E-mail: flavimp@yahoo.com.br.

No dia 17 de setembro, ocorreu o Diálogo sobre violência e pentecostalismo, em São Paulo

No dia 17 de setembro, ocorreu o “Diálogo sobre violência e pentecostalismo”, aqui na cidade de São Paulo. Este diálogo contou com a presença do Vagner Marques, historiador, autor do livro Fé & crime: evangélicos e PCC nas periferias de São Paulo, e com a mediação de Marcos Almeida, membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária.

Agradecemos a todas e todos que participaram e/ou apoiaram a realização desse encontro.

Acompanhe a página do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária para obter informações sobre os próximos encontros e outras atividades.

Mantenham a chama acesa!!

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Lembramos que, em breve, ofertaremos o curso de extensão universitária “Diversidade religiosa em sala de aula”, aqui na cidade de São Paulo. Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

No dia 20 da agosto, ocorreu o Diálogo sobre Lauro Bretones e a teologia brasileira, em São Paulo

No dia 20 de agosto, ocorreu o “Diálogo sobre Lauro Bretones e a teologia brasileira”, aqui na cidade de São Paulo. Este diálogo contou com a presença de Fábio Py Murta de Almeida, teólogo e historiador, autor da tese Lauro Bretones: um protestante heterodoxoe do Levi Araújo, pastor batista, que mediou o diálogo.

Agradecemos a todas e todos que participaram e/ou apoiaram a realização desse encontro, especialmente à Comunhão Batista na Zona Sul que cedeu o espaço. Lembramos que o áudio do diálogo foi gravado e em breve será compartilhado.

Acompanhe a página do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária para obter informações sobre os próximos encontros e outras atividades. No mês de setembro, realizaremos um encontro, na zona leste da cidade de São Paulo, com professores da educação básica sobre diversidade religiosa em sala de aula, e outro encontro com diálogo sobre espiritualidade e crime organizado.

Mantenham a chama acesa!!

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Diálogo sobre Lauro Bretones e a teologia brasileira (20/8/2016), em São Paulo

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

“Diálogo sobre Lauro Bretones e a teologia brasileira”
no dia 20/8/2016 a partir das 9h30
com o teólogo e historiador Fábio Py de Almeida
e mediado por Levi Araújo (pastor batista)

Lauro Bretones, foi teólogo, pastor batista e leitor de autores distintos ao pensamento batista da época, como: Tolstói, Dostoiévski, Berbiaev e Benjamin.

O encontro iniciará pontualmente às 9h30
na Comunhão Batista da Zona Sul
Av. George Corbisier 782, São Paulo, SP, próximo ao metrô Jabaquara

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A participação é gratuita, pedimos apenas que os participantes confirmem a presença por e-mail e levem quitutes ou frutas para partilharmos no encontro.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

Diálogo sobre os evangélicos na ditadura militar (23/7/2016), em São Paulo

Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

23/7 (sábado) a partir das 15h00
Diálogo sobre os evangélicos na ditadura militar

com o teólogo e historiador Silas Luiz de Souza (autor do livro “Protestantismo & ditadura”) e com o sociólogo Anivaldo Padilha, e mediado por Tamy Tavares e Maria Emília Amaral

O encontro iniciará pontualmente às 15h00 no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição, na Av. Brigadeiro Luis Antônio, 2071, São Paulo, SP, próximo ao metrô Brigadeiro.

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A participação é gratuita, basta confirmar a presença por e-mail e contribuir com quitutes, frutas ou bebidas que serão partilhados.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.
#espiritualidadelibertaria