Campanha Contra a Intolerância Religiosa (2019)

Diga #nãoàintolerânciareligiosa! Campanha Contra a Intolerância Religiosa (2019).

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Por conta do Dia Nacional de Combate à Intolerância (21 de janeiro), compartilhe nas redes sociais mensagens contra a intolerância religiosa e a favor do respeito e da convivência pacífica entre religiosos e arreligiosos. Utilize a hashtag #nãoàintolerânciareligiosa.

Promova e participe de algum ato de combate à intolerância religiosa na sua cidade.

16/1 — Encontro Inter-Religioso no templo Ilê Axé Oya Bagan (Brasília, DF).
18/1 — Ato para conscientização sobre a intolerância religiosa (Brasília, DF).
20/1 — 10º Ato Pela Liberdade Religiosa (Belém, PA).
20/1 — II Marcha de Combate à Intolerância Religiosa (Sorocaba, SP).
20/1 — Solenidade Inter-Religiosa (Santos, SP).
21/1 — 10ª Caminhada Pela Liberdade Religiosa (Juazeiro do Norte, CE).
21/1 — Caravana Afirmativa da Liberdade Religiosa (Salvador, BA).
21/1 — Celebração Inter-Religiosa (Natal, RN).
21/1 — Caminhada das Bandeiras de Matrizes Africanas e roda de conversa (Macapá, AP).
21/1 — Roda de conversa para a promoção da tolerância religiosa (São Carlos, SP).
21/1 — Roda de conversa sobre a intolerância religiosa (Brasília, DF).
22/1 — Diversidade Religiosa em Tempos de Luta (Niteroi, RJ).
23/1 — Diálogos Construtivos no Terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum (Salvador, BA).
25/1 — III Seminário Sobre Intolerância Religiosa e Estado Laico (Salvador, BA).
25/1 — Sarau Oriki (Niteroi, RJ).

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

Feliz 2019 com espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária desejamos um ano de 2019 com espiritualidade que vai contra toda a injustiça!

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Mantenham a chama acesa!

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o informativo Diálogos & Espiritualidade que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Informações (sobre cursos, palestras e oficinas) e contatos: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

“Que o poder religioso não justifique qualquer tipo de abuso!”, nota das Católicas pelo Direito de Decidir

Segue abaixo a nota emitida pelas Católicas pelo Direito de Decidir:

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Nos últimos dias, o Brasil se deparou com uma série de denúncias de abuso sexual contra o médium João de Deus. Mais de 500 denúncias já foram feitas ao Ministério Público. Além dos abusos, João também está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

O episódio não é isolado. Inúmeras são as notícias de abuso sexual e de estupro cometidos por líderes religiosos do mundo todo, incluindo padres católicos e pastores evangélicos. As religiões, ao contrário do que pregam, também têm sido espaço de violência e silenciamento de vítimas, estas, em sua maioria, mulheres.

A vida e a dignidade das mulheres devem ser respeitadas em todos os espaços sociais, políticos e também religiosos. Ao contrário do que alguns setores da sociedade têm propagado, a religião não é a salvaguarda da Nação, mas, sim a Democracia, que deve garantir o respeito a toda e qualquer pessoa.

Fundamentados no Estado laico, os valores democráticos de respeito à diversidade e combate a qualquer tipo de intolerância devem ser os pilares de todos os governos comprometidos com o bem-estar social.

Nós, Católicas pelo Direito de Decidir, nos indignamos com o uso da fé e da religiosidade para a perpetuação da violência contra as mulheres. Que todo e qualquer relato de abuso seja investigado e punido, e que haja acolhimento e solidariedade para com as mulheres diante da dor da violência e do silenciamento.

Católicas pelo Direito de Decidir
19/12/2018

Fonte: <http://catolicas.org.br/novidades/que-o-poder-religioso-nao-justifique-qualquer-tipo-de-abuso/>.

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Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Reportagem aponta aumento dos casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro

Reportagem do RJTV da TV Globo, do dia 12/12/2018, aponta que houve aumento de 51% do número de casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Segue abaixo alguns trechos da reportagem:

“De janeiro até a primeira semana de dezembro, há registros de 103 casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Em 2017 foram 68 casos. Um aumento de 51% de acordo com a secretaria estadual de Direitos Humanos.”

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“Muitas vezes, os atos que nós percebemos aqui é em decorrência das vestimentas das pessoas. Começa com um olhar atravessado. O segundo passo, muitas vezes, é uma palavra colocada de puro preconceito”, explicou Átila Alexandre Nunes, secretário estadual de Direitos Humanos.

“As mulheres são as maiores vítimas da discriminação: 47%. Uma parte dessa perseguição é imposta pelo poder paralelo. Os traficantes também passaram a interferir nas questões religiosas.”

Fonte: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/12/12/aumenta-em-51-o-numero-de-casos-de-intolerancia-religiosa-no-rj.ghtml>.

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Agenda aberta para palestras e oficinas do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula

Agenda aberta (2019) para cursos, palestras e oficinas do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula sob coordenação do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo.

Objetivos do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula:

A intolerância religiosa é um problema que deve ser combatido nas escolas. No entanto, são poucas as escolas que efetivamente comprometem-se com a valorização da diversidade religiosa. O projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula tem o objetivo de fornecer subsídios para profissionais da educação básica, propondo uma atuação pedagógica voltada à promoção e à valorização das várias crenças com foco em práticas democráticas para a disseminação do conteúdo dos direitos humanos e a orientação de práticas de combate ao racismo e à intolerância religiosa.

Informações: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

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Lembramos que o curso de extensão universitária Diversidade Religiosa em Sala de Aula (12/1 a 09/2) está com as inscrições abertas (ver o link).

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo Diálogos & Espiritualidade (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto Diversidade Religiosa em Sala de Aula, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Marcha das Religiões Afro-Brasileiras (08/08/2018), em São Paulo.

No dia 08/08/2018 (quarta-feira) a partir das 18h, ocorrerá a Marcha das Religiões Afro-Brasileiras, aqui na cidade de São Paulo. A concentração será no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista, 1578.

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Na ocasião ocorrerá o Ato Contra o RE 494601 que será julgado no STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 09/08/2018. Este Recurso Extraordinário (RE) 494601 foi interposto pelo Ministério Público (MP) do Estado do Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho que declarou a constitucionalidade da lei estadual 12.131/04, lei que acrescentou ao Código Estadual de Proteção de Animais gaúcho a possibilidade de sacrifícios de animais, destinados à alimentação humana, dentro dos cultos das religiões afro-brasileiras. O MP argumentou que a lei gaúcha não poderia excluir a ilicitude do sacrifício de animais em rituais religiosos da conduta penal prevista no artigo 32, da Lei dos Crimes Ambientas, de âmbito federal. Ou seja, o argumento do MP e de outros cidadãos vai no sentido da criminalização das práticas religiosas afro-brasileiras, algo recorrente na sociedade brasileira e que caracteriza-se como intolerância religiosa e racismo.

Diga não à intolerância religiosa! Diga não ao racismo!

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Inscrições abertas para o curso “Diversidade Religiosa em Sala de Aula”, em São Paulo

O curso de extensão universitária “Diversidade religiosa em sala de aula” está com as inscrições abertas. Este curso é coordenado pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária em parceria com o Centro de Pós-Graduação do Complexo Educacional FMU (São Paulo).

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O curso é voltado para professores e demais profissionais da educação básica e comunidade, mas aberto a interessados em geral, graduados e graduandos em qualquer área. Serão 5 módulos (20h) com 6 encontros presenciais (às terças e quintas-feiras das 19h00 às 22h30: 31/7, 02/8, 07/8, 09/8, 14/8, e 16/8) mais leituras e atividades a distância. As vagas são limitadas.

O primeiro encontro presencial será no dia 31 de julho (terça-feira) a partir das 19h00, no Centro de Pós-Graduação do Complexo Educacional FMU, localizado na Rua Vergueiro, 107, sala 606, Liberdade (próximo ao metrô São Joaquim), aqui na cidade de São Paulo. Compareçam!

  • Módulo 1: Diversidade religiosa e direitos humanos
  • Módulo 2: Intolerância religiosa no Brasil e em sala de aula
  • Módulo 3: Elementos para promover e valorizar a diversidade religiosa
  • Módulo 4: Diversidade religiosa nos materiais didáticos e objetos de aprendizagem
  • Módulo 5: Diversidade religiosa no planejamento das aulas

Veja o folder com maiores informações sobre o curso.

Inscrições:
https://fmu.educaz.com.br/curso/diversidade-religiosa-em-sala-de-aula
Tel.: 11 3132 3000

Informações (sobre este curso, e sobre palestras e oficinas): espiritualidadelibertaria@gmail.com

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Agenda aberta para palestras e oficinas do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”

Agenda aberta (2018) para cursos, palestras e oficinas do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula” sob coordenação do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo.

Objetivos do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”: A intolerância religiosa é um problema que deve ser combatido nas escolas. No entanto, são poucas as escolas que efetivamente comprometem-se com a valorização da diversidade religiosa. O projeto “Diversidade religiosa em sala de aula” tem o objetivo de fornecer subsídios para profissionais da educação básica, propondo uma atuação pedagógica voltada à promoção e à valorização das várias crenças com foco em práticas democráticas para a disseminação do conteúdo dos direitos humanos e a orientação de práticas de combate ao racismo e à intolerância religiosa.

Informações: <espiritualidadelibertaria@gmail.com>.

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária lançou o primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa. Esta publicação está no âmbito das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Qual deve ser o lugar da religião na educação básica?

“Qual deve ser o lugar da religião na educação básica?”, este é o título do artigo publicado recentemente no portal Educação & Participação. O artigo de autoria do pesquisador Silas Fiorotti, membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária e coordenador do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, apresenta uma reflexão sobre o lugar da religião na educação básica e sobre o ensino religioso. O autor defende que a abordagem das religiões nas escolas pode contribuir no sentido de combater a intolerância religiosa:

“O argumento de que crianças pequenas não podem ser expostas a conteúdos religiosos conflitantes ao que recebem em casa –-argumento daqueles que defendem a exclusão de qualquer abordagem das religiões-– ignora que muitas destas crianças pequenas acabam negando suas próprias identidades religiosas dentro das escolas. Por isso, é preciso pensar em uma forma de abordar as religiões até mesmo com crianças pequenas. Não se trata de utilizar diferentes crenças para promover o respeito aos direitos humanos, mas sim de enfatizar que adeptos de diferentes crenças ou descrenças podem assumir publicamente suas identidades religiosas ou arreligiosas, merecem respeito e amizade, não podem ser obrigados a rezar ou orar, e não são simplesmente pessoas atrasadas, perigosas, sujas, estúpidas ou cheias de demônios.”

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“É fundamental abordar as religiões na educação básica, isto não deve ser confundido com momentos de rezas ou orações, ou mesmo com aulas de ensino religioso comprometidas com determinadas confissões religiosas. As escolas podem ceder algum espaço para atividades religiosas em horários alternativos ou podem convidar religiosos para palestras e diálogos – isto não fere o princípio da laicidade. Mas o principal compromisso deve ser com a liberdade religiosa dos próprios estudantes.”

O artigo completo pode ser acessado através deste link.

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Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

“Ser muçulmana é ter fé em Deus único, é ser livre apesar de acharem que eu sou oprimida o tempo todo, por todo mundo”, entrevista com Sarah Ghuraba

Entrevista com Sarah Ghuraba, concedida a Silas Fiorotti, membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, em janeiro de 2017, dentro das atividades da Campanha Contra a Intolerância Religiosa (2017) e do projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”. Esta entrevista foi publicada no primeiro número do informativo “Diálogos & Espiritualidade” (2017) que aborda a questão da intolerância religiosa.

Há quanto tempo você é muçulmana? O que é ser uma muçulmana para você?

Sou muçulmana há 5 anos. Ser muçulmana para mim é algo bem simples, é minha fé em Deus único, é ser livre apesar de acharem que eu sou oprimida o tempo todo, por todo mundo.

Você já sofreu algum tipo de preconceito por conta da sua fé?

Sim, várias vezes. [Em 2015, Sarah recebeu pedrada – leia relato abaixo.]

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Você que atua na área da educação aqui em São Paulo, como percebe a intolerância religiosa se manifestando na educação? Essa intolerância religiosa vem acompanhada com outros preconceitos?

Olha é assustador, são todos os tipos de preconceitos que encontramos na escola, seja no segmento religioso quanto na orientação sexual. O problema maior a meu ver é como os docentes lidam (ou na maioria dos casos não lidam) com a situação. Alguns fortificam a intolerância pelo viés tradicional, outros dão uma camuflada, mas no geral alimentam as brincadeiras que julgam “saudáveis”. Logo o preconceito que é enraizado, continua muito firme e muito forte dentro do ambiente escolar. Vejo poucos professores preocupados efetivamente com isso, a discrepância é desleal.

Mesmo sendo evangélico, sei que nós evangélicos temos muita responsabilidade pela intolerância religiosa contra adeptos do islamismo. Muitos evangélicos têm dito que há um mal na própria religião islâmica. Você pode passar alguma mensagem aos evangélicos que não conhecem as vertentes islâmicas e seus adeptos?

Aprendi com o Teatro Mágico: “Onde sobra intolerância, falta inteligência”. Todos que têm intolerância, seja com o Islam ou com religiões de matriz africana, certamente não estudaram muito sobre tal referência. Não se deixar levar por orientação das pessoas que julgam-se acima da lei de Deus já é um bom começo. Buscar sempre o conhecimento, questionar tudo que é possível, mas não com seus próprios líderes religiosos. É bom que questione as coisas com as pessoas que seguem a religião, só assim você poderá, além de obter mais conhecimento sobre novas culturas, terá também seu próprio corpo de análise. Ser um bom fiel de qualquer religião significa respeitar seu próximo.

Suponho que você possua amigos e familiares que também são evangélicos. Agora no sentido de quebrar estereótipos, você pode citar algum aspecto que você considera positivo relacionado aos evangélicos?

Minhas tias são evangélicas, e temos um relacionamento agradável, elas sabem limitar o que vão dizer quando estão próximas a mim, tal como eu me limito no que dizer a elas, para não gerar confusão. Não brigamos por conta de religião, quando divergimos de algo, buscamos dialogar. Então vejo por parte delas que há sim como conviver muito bem uma ou mais religiões, porque há o RESPEITO.

Agradecemos por essa entrevista.

Eu agradeço imensamente o espaço, agradeço por trabalharem de forma tão limpa e clara na militância contra o preconceito. Que Allah Swt abençoe todos vocês. Que 2017 seja um ano de muita luz para todos nós. Assalamu Alaikum (Que a Paz de Deus estejam com vocês). Com carinho, Sarah Ghuraba.

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Sarah Ghuraba é professora da educação básica. E-mail: jimvim@gmail.com.
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“A professora Sarah Ghubara, 27, recebeu uma pedrada a caminho de um posto de saúde na capital paulista, onde tinha consulta médica. ‘Quando passei por um terreno baldio, ouvi a voz de um homem me chamando de muçulmana maldita. Alhamdulillah [graças a Deus] a pedra pegou na minha perna. Pelo impacto, se tivesse pegado na cabeça, teria feito um estrago’.”
 (Anna Virginia Balloussier, Folha de São Paulo, 15/1/2015)

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O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária (de São Paulo) aceita convites para palestras voltadas para jovens, estudantes, educadores e religiosos. Entre em contato conosco para levar alguma palestra para sua instituição, empresa, escola, igreja, grupo de jovens ou coletivo. Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Contato: espiritualidadelibertaria@gmail.com.