No dia 08 de novembro, a Umbanda foi considerada patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro

Conforme noticiado por O Globo, no dia 08 de novembro, saiu no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, um decreto do prefeito tornando a Umbada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio. Ainda segundo a reportagem, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) fará o cadastro dos terreiros, sendo que a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio, é o primeiro já cadastrado.

– Desde 2009, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade tem feito um trabalho para valorizar a cultura africana, tão presente na História do Rio. Recebemos um pedido para avaliar a importância cultural deste terreiro. Fomos a campo e vimos a necessidade de ampliar este reconhecimento para a religião. Esta chancela destaca a expressão cultural do sincretismo religioso. Os terreiros são referências dentro dos bairros cariocas e valorizam a cultural de cada local – explica Washington Fajardo, presidente do IRPH.

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, destacamos a importância desse reconhecimento para todos e todas umbandistas. Além de decretos do poder executivo, que a sociedade brasileira de um modo geral possa levar adiante iniciativas que buscam o respeito à diversidade religiosa.

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Para saber sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

VII Feira Anarquista de São Paulo (13/11/2016)

No dia 13 de novembro (domingo) a partir das 10h, ocorrerá a VII Feira Anarquista de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livre, aqui na cidade de São Paulo.

Na edição deste ano (2016), acontecerá mostra editorial e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições, poesias, apresentações teatrais, musicais e outras atividades.

A entrada é gratuita. O evento ocorrerá no Espaço Cultural Tendal da Lapa, na Rua Constança, 72, Lapa, São Paulo, SP, próximo à estação de trem e terminal de ônibus Lapa.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, apoiamos este evento. Para saber mais sobre o nosso coletivo, visite a nossa página ou entre em contato conosco através do e-mail: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

Acesse também o conteúdo da Revista Espiritualidade Libertária.

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No dia 10 de novembro, ocorreu a Oficina sobre diversidade religiosa na E.E. Joaquim Luiz de Brito, em São Paulo

Na quinta-feira (10 de novembro), ocorreu a Oficina sobre diversidade religiosa na E.E. Joaquim Luiz de Brito, na região da Freguesia do Ó, zona norte da cidade de São Paulo. Essa oficina foi uma das atividades da 4ª Semana da Diversidade “Brito Sem Homofobia” que ocorre anualmente na E.E. Joaquim Luiz de Brito.

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade, agradecemos pelo convite, foi uma honra participar dessa iniciativa. Na Oficina sobre diversidade religiosa, todos e todas presentes, mesmo com algum desconhecimento até mesmo sobre suas próprias crenças, estavam abertos ao diálogo e sensibilizados para o combate à intolerância religiosa.

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Convide também o Coletivo por uma Espiritualidade Libertária para ministrar uma oficina ou palestra na sua escola. Entre em contato conosco: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

Para saber sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil”, e para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?”.

Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros (10/11/2016), em São Paulo

Na próxima quinta-feira, dia 10 de novembro a partir das 18h00, ocorrerá o Ato-vigília em memória dos 5 jovens negros mortos pela Polícia Militar na zona leste da cidade de São Paulo. A concentração do ato será no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito e ao lado da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Não podemos esquecer do César Augusto Gomes da Silva (19 anos), do Jonathan Moreira Ferreira (18 anos), do Caique Henrique Machado Silva (18 anos), do Robson Fernando Donato de Paula (16 anos), do Jonas Ferreira Januário (30 anos), e de tantos outros jovens negros executados nas nossas periferias.

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Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, assim como diversos coletivos, apoiamos este ato.

Por uma espiritualidade contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica!

Campanha Contra a Intolerância Religiosa (2017)

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, apoiamos todas as iniciativas de combate à intolerância religiosa. No mês de janeiro de 2017, por conta do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, ocorrerão diversas atividades por todo o país.

Organize e/ou participe de alguma atividade na sua cidade. Diga #nãoàintolerânciareligiosa!

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Para saber mais sobre a Campanha Contra a Intolerância Religiosa, leia o texto “É preciso dizer não à intolerância religiosa no Brasil” de Amauri Alves e Silas Fiorotti. E para saber sobre o projeto “Diversidade religiosa em sala de aula”, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti.

Envie também a sua foto e publique nas redes sociais com a hashtag #nãoàintolerânciareligiosa com uma mensagem de respeito aos adeptos de diferentes crenças e contra a intolerância religiosa. Segue link com os cartazes da campanha.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

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Atenção!

No dia 01 de novembro, ocorreu a aula inaugural do curso Diversidade religiosa em sala de aula

No dia 01 de novembro, ocorreu a aula inaugural do curso de extensão “Diversidade religiosa em sala de aula”, coordenado pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, aqui na cidade de São Paulo.

O curso é voltado para professores, profissionais da educação, estudantes, e religiosos em geral.

Se você tem interesse em participar dessa ou de outras ofertas do curso, entre em contato conosco: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

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Para saber um pouco sobre os objetivos do curso, leia o texto “Por que falar de religião em sala de aula?” de Silas Fiorotti, e assista ao vídeo abaixo:

 

 

Combate à intolerância religiosa é tema da redação do Enem 2016

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, assim como outros grupos que combatem a intolerância religiosa no Brasil, acreditamos que o tema da redação do Enem 2016 é muito oportuno: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.

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Temos organizado, desde 2014, as Campanhas Contra a Intolerância Religiosa, sempre no mês de janeiro.

E nesse ano de 2016, iniciamos o projeto de extensão “Diversidade religiosa em sala de aula”, aqui na cidade de São Paulo. Esse projeto propõe uma atuação pedagógica voltada à promoção e valorização da diversidade religiosa, com foco em práticas democráticas, na disseminação do conteúdo dos direitos humanos e na orientação de práticas de combate ao racismo e à intolerância religiosa. Pretendemos dialogar ainda mais com professores, profissionais da educação, estudantes e religiosos em geral, sempre buscando práticas pedagógicas voltadas à consecução da cultura de convivência pacífica e diálogo inter-religioso.

 

Contato: espiritualidadelibertaria@gmail.com.
#espiritualidadelibertaria

No dia 29 de outubro, ocorreu o Diálogo sobre eleições e mandatos municipais, em São Paulo

No dia 29 de outubro, ocorreu o “Diálogo sobre eleições e mandatos municipais“, aqui na cidade de São Paulo. Este diálogo contou com a participação do Chico Ximenes (do Movimento Passe Livre de São Paulo, MPL-SP), da Angélica Tostes (do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária e da Rede Fale), e do Eduardo Brasileiro (do Coletivo Igreja Povo de Deus em Movimento), e foi mediado por Eugênia Zilioli Iost (do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária).

Nós, do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, agradecemos a todas e todos que colaboraram e participaram desse encontro.

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Faça parte do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária, participe dos nossos encontros, participe da comissão editorial da revista Espiritualidade Libertária, colabore com a organização da Campanha Contra a Intolerância Religiosa, e/ou participe do projeto Diversidade religiosa em sala de aula. Entre em contato conosco.

Nesse mês de novembro de 2016, ocorrerá um diálogo sobre gênero e religião no Brasil colonial.

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.

 

Dia da Reforma Protestante: Dia da Diversidade Cristã, Dia da Crítica Religiosa (por Flávio Macedo Pinheiro)

Como é de conhecimento de muitos, no dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou as chamadas 95 Teses em uma Igreja na Alemanha (Sacro Império, na época). Essas teses eram essencialmente críticas às práticas corruptas presentes no Catolicismo Romano. O dia que ele fez isso não teve grande destaque, mas, mesmo sem saber, ele deu início a um movimento que, também por razões políticas, culturais e econômicas, abalou a sociedade europeia. Em pouco tempo, as críticas luteranas se estenderam das práticas às doutrinas católicas.

Hoje é comum os protestantes afirmarem retoricamente que “é preciso uma nova Reforma na igreja”, e é por isso que escrevo esse texto. Qual foi a consequência da Reforma? Foi a proliferação de diversas igrejas e teologias que receberam o nome de protestantes. A proposta luterana não era essa, pois, a princípio, ele acreditava que era possível manter uma unidade institucional e teológica na cristandade ocidental. O que devemos questionar é: em algum momento da história do cristianismo já houve essa pretensa unidade? Não, isso nunca existiu, nem mesmo na religião que deu origem ao cristianismo – a saber, o judaísmo.

Entre os antigos hebreus sempre houve uma diversidade de correntes, sendo que um grupo ortodoxo acusava os demais de seguirem “falsos profetas”. O início do cristianismo também é marcado por essa diversidade, tanto no período neotestamentário, quando outros grupos pregavam o Cristo sem a conivência dos apóstolos, quanto na(s) igreja(s) primitiva(s). A própria diversidade cristã fez com que fosse necessário realizar diversos Concílios Ecumênicos para a definição de quais seriam as doutrinas tidas por ortodoxas. Os segmentos rejeitados (“heréticos”) continuaram a existir, ainda que perseguidos. Em toda a Idade Média, ainda que a Igreja Católica Romana tenha se tornado a instituição oficial cristã, sempre houve várias correntes de cristãos que se opunham à ortodoxia ou ortopraxia romanas, sendo que alguns foram perseguidos (como os valdenses) e outros foram cooptados pela instituição (como os franciscanos).

Essas pessoas que hoje afirmam que “precisamos de uma nova Reforma”, na prática, ignoram que o cristianismo sempre foi uma religião multifacetada. Essas pessoas podem, com legitimidade, fazer críticas às suas denominações, apontando para os possíveis desvios doutrinários em suas ortodoxias. Mas querer afirmar uma única ortodoxia para todos os cristãos e almejar uma unidade entre todos os cristãos, ou mesmo retornar a uma suposta “unidade que se perdeu” no mundo atual, é fruto de um pensamento que idealiza o passado e não o entende em suas complexidades, contradições e conflitos. Nunca houve harmonia teológica entre os cristãos. A “conquista” católica foi de uma “harmonia institucional”, que na prática nada mais era do que um “silêncio dos hereges” (vivos ou mortos). Aí é que entra o “paradoxo das consequências” da Reforma Luterana: um movimento que defendia uma unidade, um “retorno à forma original” do cristianismo, serviu para evidenciar a pluralidade cristã, gerando cisões atrás de cisões, o que resultou na emergência de tantas instituições cristãs.

Isso é ruim? Só se você acredita que já houve uma unidade, se você idealiza uma certa visão do passado. Para além disso, a Reforma trouxe algo de muito positivo: o princípio da crítica! Só Deus é absoluto, e todo o resto pode e deve ser criticado. Toda pretensão absoluta, seja do papa, do rei, do Estado, de igrejas, pastores, líderes, etc, todos devem ser questionados. A fé protestante deve ser um posicionamento afirmativo do que cremos e vivemos, e negativo frente a toda pretensão absoluta que tente tomar o lugar de Deus. A própria Bíblia, enquanto regra de fé e prática, passa a a ser estudada com critérios exegéticos e históricos, rejeitando as constantes alegorias arbitrárias das leituras bíblicas típicas do medievo. Eis a nossa herança.

Celebrar o corajoso ato de Lutero é reconhecer a diversidade cristã, e ao mesmo tempo não aceitar tudo o que se diz cristão sem antes o expor ao fogo da crítica. Devemos, por fim, abrir mão dessa nostalgia do que não existiu, dessa pretensão totalitária dos que querem impor uma unidade à Teologia Cristã, e estabelecer a crítica constante a tudo o que é humano e que pretenda tomar o lugar de Deus. Criticar não é apenas rejeitar, e sim também aceitar após uma reflexão criteriosa. Manter a Reforma viva não é propor uma nova Reforma, e sim manter vivo o princípio da crítica, que é o combate a toda idolatria! Que Deus nos abençoe nessa tarefa!

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Flávio Macedo Pinheiro é bacharel em História, Filosofia e Teologia, e reside na cidade de São Paulo. E-mail: flavimp@yahoo.com.br.

Aula inaugural aberta do curso Diversidade religiosa em sala de aula (01/11/2016), em São Paulo

Nós do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convidamos você para a aula inaugural aberta do nosso curso de extensão universitária “Diversidade religiosa em sala de aula” que ocorrerá, na próxima terça-feira (01/11/2016) a partir das 19h30, no Instituto Unised (Rua José dos Reis, 719, São Paulo, SP, próximo ao metrô Vila Prudente, veja link com a rota).

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Para participar da aula inaugural aberta basta confirmar a presença por e-mail ou telefone (contato@unised.com.br, 11 2084 8433).

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com.