27/mar às 16h00 tem Aproximação por uma Espiritualidade Libertária

Olá, amig@s,
Como vocês estão?
Como não avançamos muito na discussão sobre o pensamento de Jacques Ellul com relação a técnica, enviei alguns slides (por e-mail) que sintetizam isso. Já que Ellul é considerado um pessimista com relação a técnica, seria bacana se vocês trouxessem outros autores que sejam supostamente mais otimistas. Mas o que isso tem a ver com espiritualidade?
Outras propostas e temas sempre são bem-vindos.
Mantenham a chama acesa!!
Um forte abraço,

27/fev às 16h00 tem Aproximação por uma Espiritualidade Libertária

Olá, amig@s,
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Creio que vale a pena mais um encontro sobre o pensamento de Jacques Ellul. Será uma boa oportunidade para falarmos novamente sobre o livro “Anarquia e Cristianismo” e também sobre o vídeo “La trahison de la technologie” [A traição pela tecnologia] e a influência da técnica em nossa sociedade.
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Lembro que o nosso amigo Railton traduziu as legendas do vídeo que está dividido em 6 partes:
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Até o próximo sábado (27) às 16h00 em frente ao CCSP.
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Mantenham a chama acesa!!
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Um forte abraço,

30/jan – Aproximação por uma Espiritualidade Libertária

Olá, amig@s,
Como foram as festas?
No próximo sábado (30) teremos nossa Aproximação por uma Espiritualidade Libertária – às 18h30 em frente ao CCSP.
Dessa vez falaremos um pouco sobre o pensamento de Jacques Ellul – ainda não fizemos nossa leitura crítica do livro “Anarquia e cristianismo” (veja: https://espiritualidadelibertaria.files.wordpress.com/2009/09/ellul_anarquia-e-cristianismo.pdf) – e também sobre a primeira edição da revista eletrônica Espiritualidade Libertária (veja a chamada de textos e política editorial: https://espiritualidadelibertaria.files.wordpress.com/2010/01/rev_esp_lib_chamada_n11.pdf) que abordará o mesmo tema, e sobre o que mais quiserem falar.

Mantenham a chama acesa!!
Um forte abraço,

Chamada de Textos – Revista Espiritualidade Libertária n. 1 (1. sem. 2010)

Espiritualidade Libertária é uma revista semestral publicada pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo (visite: https://espiritualidadelibertaria.wordpress.com). Surgida em 2010, ela representa os esforços continuados deste grupo para a publicação de uma revista de alta qualificação e abrangência internacional, mas que não pretende estar circunscrita ao meio acadêmico.

Seus números são temáticos, abertos à pluralidade de interpretações para compreensão dos fenômenos socioculturais relacionados a espiritualidade. Cada número também contempla uma seção voltada para trabalhos que não estejam diretamente relacionados com o tema. Seu campo de interesse compreende temas relacionados com teologia, filosofia, antropologia e áreas afins. Como norma geral, os artigos científicos, ensaios e resenhas devem ser apresentados para avaliação prévia da Comissão Editorial e submetidos a pareceristas do Conselho Consultivo.

Aceitamos preferencialmente trabalhos inéditos nos seguintes formatos: artigo científico, ensaio e resenha de livro. Leia atentamente o tópico Política Editorial antes do envio dos textos. Sendo que os textos devem ser enviados para o e-mail da revista – espiritualidadelibertaria@gmail.comaté o dia 31 de março de 2010.

Envie artigos científicos e ensaios para uma das seções:

  • Dossiê Temático: O pensamento de Jacques Ellul
  • Seção Livre

Envie resenhas de livros para uma das seções:

  • Resenhas de livros relacionados com o tema
  • Resenhas de livros publicados nos últimos quatro anos e relacionados a espiritualidade

Todos os artigos científicos, ensaios e resenhas recebidos, mesmo que não sejam publicados, serão mencionados na seção Registro, assim como os livros e cartas.

Revista Espiritualidade Libertária

É com grande alegria que comunicamos a criação da revista eletrônica Espiritualidade Libertária, como já foi sugerido em diversos encontros. Os membros do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária farão parte da Comissão Editorial e cada edição semestral terá um tema e alguém como responsável. Já o Conselho Consultivo será composto por pesquisadores de diversas áreas e/ou militantes do Brasil e exterior.

Em breve faremos a chamada de artigos para o primeiro número.

Seguem abaixo algumas informações sobre a revista que estará disponível em breve nesta página.

Informações básicas

Espiritualidade Libertária é uma revista semestral publicada pelo Coletivo por uma Espiritualidade Libertária de São Paulo (visite: https://espiritualidadelibertaria.wordpress.com). Surgida em 2010, ela representa os esforços continuados deste grupo para a publicação de uma revista de alta qualificação e abrangência internacional, mas que não pretende estar circunscrita ao meio acadêmico.

Seus números são temáticos, abertos à pluralidade de interpretações para compreensão dos fenômenos socioculturais relacionados a espiritualidade. Cada número também contempla uma seção voltada para trabalhos que não estejam diretamente relacionados com o tema. Os artigos científicos, ensaios, resenhas e outros textos podem ser publicados em português, espanhol, francês e inglês. Seu campo de interesse compreende temas relacionados com teologia, filosofia, antropologia e áreas afins. Como norma geral, os artigos científicos, ensaios e resenhas devem ser apresentados para avaliação prévia da Comissão Editorial e submetidos a pareceristas do Conselho Consultivo. E podem ser convidados a contribuir para um dado número autores que tenham notório reconhecimento entre seus pares quanto ao domínio do tema em pauta. Sendo que os artigos, ensaios e resenhas são da responsabilidade dos respectivos autores. Todos os artigos, ensaios e resenhas recebidos, mesmo que não sejam publicados, serão mencionados na seção Registro, assim como os livros e cartas.

Direitos autorais

A revista Espiritualidade Libertária pode ser totalmente reproduzida, mas não pode ser comercializada para gerar lucro.

Correspondência

Caixa postal # 1771, São Paulo, SP, 01032 970, Brasil

E-mail: espiritualidadelibertaria@gmail.com

Home page: https://espiritualidadelibertaria.wordpress.com

Seções

Textos Traduzidos, Dossiê Temático (artigos científicos e ensaios), Seção Livre (artigos científicos e ensaios), Resenhas de Livros (livros relacionados com o tema ou livros publicados nos últimos quatro anos e relacionados a espiritualidade), Matérias, Entrevistas, Registro.

Política Editorial

1 – Espiritualidade Libertária publicará preferencialmente trabalhos inéditos sob a forma de textos traduzidos, artigos científicos, ensaios, resenhas de livros e matérias diversas como noticiários e entrevistas, em português, espanhol, francês ou inglês.

2 – Os textos traduzidos não têm tamanho determinado e a publicação dos mesmos será condicionada à aprovação da Comissão editorial.

3 – Os artigos científicos e ensaios devem ser escritos em espaço duplo, ter no mínimo 1.500 palavras e no máximo 10.000 palavras, incluindo referências e notas.

3.1 – Os artigos científicos e ensaios devem vir acompanhados de um resumo escrito em espaço simples, no mesmo idioma, com até 150 palavras e mais quatro palavras-chave, além de uma versão em inglês do resumo (Abstract), nos mesmos padrões, com quatro palavras-chave (Keywords) e a versão em inglês do título do artigo.

4 – As resenhas bibliográficas deverão ser escritas em espaço duplo e ter até 1.500 palavras; devem apresentar a referência completa das obras analisadas, especificando: autor(es), ano de publicação, título e subtítulo (se houver), tradutor (se houver), local (cidade), editora e número de páginas. Sendo que as obras resenhadas devem estar relacionadas com o tema ou publicadas nos últimos quatro anos e relacionadas a espiritualidade.

4.1 – Citações diretas ou indiretas a trechos da obra resenhada devem ser complementadas apenas pela indicação da(s) página(s) correspondente(s); citações de outras obras seguem as regras expressas em 5.1.

5 – Nos artigos, ensaios e resenhas as notas explicativas devem vir no rodapé da página e as referências devem vir após o texto, ordenadas alfabeticamente.

5.1 – No corpo do texto, a indicação de referência nas citações diretas deve trazer autor(es), ano de publicação e página(s); conforme os modelos:

Segundo Hassen (2002, p. 173): “Há uma grande carência de materiais didáticos nesse campo, principalmente se aliados à ludicidade.”

Sabemos que há “uma grande carência de materiais didáticos nesse campo” (Hassen, 2002, p. 173).

Sabemos da grande carência de materiais didáticos nesse campo (cf. Hassen, 2002, p. 173).

5.2 – As citações diretas com mais de três linhas, no texto, devem ser destacadas com recuo e corpo menor de letra, sem aspas, em espaço simples; transcrições das falas dos informantes seguem a mesma norma, conforme o modelo:

regras de comportamento explícitos às quais os indivíduos se referem conscientemente, e que se fundam sobre justificações ou princípios filosóficos, ideológicos ou políticos, ou sobre o surgimento de novas aspirações individuais ou coletivas (Bozon, 1995, p. 124).

5.3 – As referências, no final do texto, devem seguir os modelos:

5.3.1 – Livro (e guias, catálogos, dicionários, etc.) no todo: autor(es), título (em itálico e separado por dois-pontos do subtítulo, se houver), número da edição (se indicado), local, editora, ano de publicação:

DUMONT, L. (1992), Homo hierarchichus: o sistema de castas e suas implicações. São Paulo: EDUSP.

FORTES, M; EVANS-PRITCHARD, E. E. (Org.). (1966), African political systems. Oxford: Oxford University Press.

MINISTÉRIO DE SALUD. (2001), Unidade Coordinadora Ejecutora VIH/SIDA y ETS. Boletín de SIDA: programa nacional de lucha contra los retrovirus del humano y SIDA. Buenos Aires, mayo 2001.

5.3.2 – Parte de livro (fragmento, artigo, capítulo em coletânea): autor(es), título da parte seguido da expressão “In:”, autor(es) do livro, título (em itálico e separado por dois-pontos do subtítulo, se houver), número da edição (se indicado), local, editora, ano de publicação, página(s) da parte referenciada:

VELHO, O. (1997), Globalização: antropologia e religião. In: ORO, A. P.; STEIL, C. A. (Org.). (1997), Globalização e religião. Petrópolis: Vozes, pp. 25-42.

5.3.3 – Artigo/matéria em periódico (revista, boletim, etc.): autor(es), título do artigo, nome do periódico (em itálico), local, ano e/ou volume, número, páginas inicial e final do artigo, data.

CORREA, M. (1997), O espartilho de minha avó: linhagens femininas na antropologia. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 3, n. 7, pp. 70-96, out. 1997.

5.3.4 – Artigo/matéria em jornal: autor(es), título do artigo, nome do jornal (em itálico), local, data, seção ou caderno, página (se não houver seção específica, a paginação precede a data):

TOURAINE, A. (2001), O recuo do islamismo político. Folha de São Paulo, São Paulo, 23 set. 2001. Mais!, p. 13.

SOB as bombas. (2003), Folha de São Paulo, São Paulo, p. 2, 22 mar. 2003.

5.3.5 – Trabalhos acadêmicos: referência completa seguida do tipo de documento, grau, vinculação acadêmica, local e data da defesa conforme folha de aprovação (se houver):

GIACOMAZZI, M. C. G. (1997), O cotidiano da Vila Jardim: um estudo de trajetórias, narrativas biográficas e sociabilidade sob o prisma do medo na cidade. 1997. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – PPGAS/UFRGS, Porto Alegre.

5.3.6 – Evento no todo: nome do evento, numeração (se houver), ano e local (cidade) de realização, título do documento (anais, atas, resumos, etc., em itálico), local de publicação, editora e data de publicação:

REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA, 21., 1998, Vitória. Resumos… Vitória: Departamento de Ciências Sociais/UFES, 1998.

5.3.7 – Trabalho apresentado em evento: autor(es), ano de publicação, título do trabalho apresentado seguido da expressão “In:”, nome do evento, numeração (se houver), ano e local (cidade) de realização, título do documento (anais, atas, resumos, etc., em itálico), local de publicação, editora, data de publicação e página inicial e final da parte referenciada:

STOCKLE, V. (1998), Brasil: uma nação através das imagens da raça. In: REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA, 21., 1998, Vitória. Resumos… Vitória: Departamento de Ciências Sociais/UFES, p. 33.

5.3.8 – Documento em meio eletrônico: acrescenta-se à referência a descrição física do suporte (CD-ROM, disquete, etc.); para documentos consultados on-line, indica-se o endereço e a data de acesso (dia, mês e ano):

CEISAL – CONGRESO EUROPEO DE LATINOAMERICANISTAS, 3., 2002, Amsterdam. Cruzando fronteras en América Latina. Amsterdam: CEDLA: Radio Nederland Wereldomroep. 1 CD-ROM.

STEIL, C. A. (2002), Peregrinação e turismo religioso: tendências e paradigmas de interpretação. Newsletter de la Asociación de Cientistas Sociales de la Religión en el Mercosur, Buenos Aires, n. 13, pp. 1-5, jul. 2002. Disponível em: <http://www.naya.com.ar&gt;. Acesso em: 27 mar. 2003.

5.4 – Nos textos, evitar o uso de mais de uma fonte; usar inicial maiúscula somente quando imprescindível; os recursos tipográficos devem ser utilizados uniformemente:

a) itálico: para palavras estrangeiras, títulos (livros, eventos, etc.) e ênfase;

b) aspas duplas: citações diretas com menos de três linhas, citações de palavras individuais ou palavras cuja conotação ou uso mereça destaque;

c) negrito e sublinhado: devem ser evitados.

6 – Os autores de artigos científicos, ensaios e resenhas devem ser identificados, apresentando nome completo, pequena biografia citando suas principais atividades, suas filiações institucionais (se houver), formação acadêmica (se houver) e endereços completos para contato, telefone e e-mail.

7 – Os artigos científicos, ensaios e resenhas devem ser enviados em arquivo no formato Rich Text (.rtf) ou Word (.doc), compatível com plataforma Windows.

8 – Imagens que façam parte do texto (figuras e gráficos inclusive) devem ser enviadas em separado, numeradas na seqüência em que aparecem, em formato JPEG. Largura máxima: 12 cm; altura máxima: 16 cm (ou 1417 x 1890 pixels).

9 – A publicação dos artigos científicos, ensaios e resenhas será condicionada à aprovação da Comissão Editorial, considerando pareceres do Conselho Consultivo.

10 – Para alargar a captação de colaborações Espiritualidade Libertária registrará na contracapa os temas dos próximos números, acompanhados do(s) nome(s) do(s) respectivo(s) coordenador(es) e considerará a possibilidade de contemplar a organização de outros números com temas que venham a ser propostos por possíveis colaboradores.

12/dez – Aproximação por uma Espiritualidade Libertária

Olá, amig@s,
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No próximo sábado (12) teremos nossa Aproximação por uma Espiritualidade Libertária – última do ano!! – com sarau livre e debate. Aproveitem e tragam alguns quitutes para comemorarmos.
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Seguiremos debatendo sobre a suposta “conspiração paulina” através da leitura crítica dos textos polêmicos de Ched Myers e Victor Giraffa – que já está acontecendo através da lista de e-mail (Para entrar envie uma mensagem para: cristianismolibertario-subscribe@yahoogrupos.com.br). Contaremos principalmente com a colaboração do nosso amigo Eduardo Morari (http://ervadaninha.blogger.com.br).
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Mantenham a chama acesa!!

Um breve balanço do primeiro ano das Aproximações despretensiosas

Eu não tenho a pretensão de fechar o assunto, definindo o que aconteceu. Estou só colocando o meu ponto de vista. Espero que os outros participantes façam o mesmo.

As aproximações começaram como iniciativas bem despretensiosas com o objetivo de reunir cristãs e cristãos libertári@s & simpatizantes. Uma boa oportunidade para estreitar os laços de amizade e criar outros novos. Ou pelo menos encontrar meia dúzia de gatos pingados que talvez tivessem as idéias mais absurdas sobre o Evangelho.

O nosso amigo Amauri Alves disse:

“Esta é uma reunião que, como diz o nome, é despretensiosa, porém longe de ser uma reunião sem propósitos. O propósito do nosso encontro e o compartilhamento de experiências e da confraternização e convivência entre irmãos debaixo de um mesmo propósito, a interpretação libertadora da vida através do Evangelho de Cristo, longe do engessamento característico da instituição eclesiástica. Segundo o que me foi passado sobre a última reunião, contamos com algumas pessoas e o assunto básico tratado foi uma leitura popular da Bíblia. Entre os assuntos, se destacaram alguns, como: a) a Bíblia é, além da palavra de Deus, um reflexo da Vida, do cotidiano, à medida que destaca não apenas os pontos positivos do homem (e suas atitudes e conseqüências), como também suas fraquezas; b) a Bíblia é a palavra de Deus, mas sua palavra não é expressa apenas por ela (também se manifesta na natureza, etc); c) o método Ver, Julgar e Agir, como forma de entender a ação reveladora de Deus na observação da Bíblia e do nosso cotidiano.”

O Amauri também disse:

“Para quem não sabe o que é, a Aproximação despretensiosa é uma reunião onde falamos sobre o Evangelho de Cristo, tentando aplicar esse Evangelho à realidade do dia-a-dia. O grande diferencial dessa reunião é que ela está livre de regras, livre de estatutos e, o mais importante – e melhor -, livre de líderes e de igrejas. Lá, ninguém é mais importante, ninguém senta no púlpito e ninguém é puxa-saco de ninguém. Nos reunimos para tentar entender um pouco mais sobre o Mestre longe da hipocrisia e dos formalismos que continuam, mais do que nunca, atacando nossas Igrejas, agora de uma maneira mais perigosa e sutil: transvestidos de crentes “moderninhos”, que carregam suas capas de roqueiros, surfistas, skatistas, rappers, possuem cabelos compridos, tatuagens, piercings e moicanos, mas continuam com seu legalismo e hipocrisia de sempre.”

E com isso, a partir de setembro do ano passado, já foram realizadas onze aproximações: 27/9/8, 25/10/8, 6/12/8, 17/1/9, 14/2/9, 28/3/9, 18/4/9, 23/5/9, 20/6/9, 8/8/9, e 12/9/9. Diversas pessoas participaram e deixaram de participar ou continuam participando. Outras solidarizaram-se através de mensagens e colaboraram conosco, ou até vieram de longe. Muitas colaborações, reflexões, sugestões, leituras, discussões etc.

E as ações? Sim, podemos ser acusados de inatividade, mas nada nos tira nossa dimensão pública, aberta e que permite que as aproximações sejam emocionantes – para não dizer conturbadas. Porque a presença dos outros, diferentes de nós, mostra que nós estamos no caminho certo, estamos nos permitindo ser tocados – isso é bom. Já na primeira aproximação (no MASP) nos deparamos com uns “nóinhas” pedindo “seda” e depois diversos pedintes nos abordaram. Em outras foi a curiosidade de algum transeunte (e frequentador do CCSP). Ou seja, estamos vivos e dando a cara a tapa!

Não somos melhores do que os outros. Mas será que somos melhores do que os outros cristãos? Na minha
opinião é um erro pensarmos que somos melhores do que os outros cristãos só porque temos mais conhecimento, ou supostamente buscamos libertação e os outros cristãos contentam-se com o ópio da religião. Isso já é um erro. Afinal de contas, Deus ocultou coisas do Evangelho aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos (cf. Mt 11.25). Portanto, nós que detemos algum conhecimento libertário temos que aprender sobre o Evangelho com os pequeninos, pobres, incultos, incrédulos e até com aqueles crentes que muitas vezes desprezamos.

Sempre é bom lembrar que os meios determinam os fins. E a Igreja está do jeito que está principalmente por causa dos meios que usa para pregar o Evangelho e não por causa do Evangelho.

Quais seriam as idéias supostamente comuns aos cristãos libertários? Será que podemos mudar o título de Aproximações despretensiosas para Aproximações convergentes? Poderíamos dizer que Cristo, o Evangelho e os valores do reino de Deus nos unem. Sendo que avaliamos criticamente o ensino e a prática cristã, rejeitando o sectarismo, o legalismo e o dogmatismo religiosos. Estaríamos mais em busca de uma ética cristã baseada em princípios bíblicos gerais e nos valores do reino de Deus, e não em minuciosas regras.

Poderíamos, como cristãs e cristãos libertári@s convergentes, adotar três princípios – como algumas comunidades: Jesus no centro da nossa fé, a comunidade no centro do nosso viver, e a reconciliação no centro do nosso trabalho.

Cremos também em mudanças profundas na sociedade porque a maior utopia nos foi dada que é o reino de Deus – denunciamos o pecado social, queremos resgatar a luta por uma sociedade mais justa. Enfatizamos o sacerdócio universal de todos os crentes. Cremos que Deus deu autonomia aos seres humanos para escreverem sua própria história. Por isso temos liberdade para flertar com o socialismo e anarquismo.

Por outro lado, a heterogeneidade também nos ajuda. Não podemos esquecer que ateus, agnósticos, budistas e outros já participaram das aproximações. Neste sentido não seríamos tão convergentes assim. As aproximações não podem ficar restritas a cristãs e cristãos, devem estar abertas a todos que buscam uma espiritualidade libertária. Que tal Aproximações por uma espiritualidade libertária?

Nada está definido nem precisa estar. Talvez possamos usar o convergente, não para adotar os três princípios – já que nem todos são cristãos, mas para lembrar que nossa convergência vem da nossa heterogeneidade. Será que é muita heresia afirmar que podemos ter os mesmos princípios com nomes diferentes? – seremos os malditos que não conhecem a lei (cf. Jo 7.49)?

Alguns participantes escreveram artigos para as aproximações, antes das mesmas, ou simplesmente compartilharam seus fichamentos de leituras e resenhas. Temos material suficiente para publicar nossa revista. Vou citar alguns artigos, os mais significativos na minha opinião:

Amauri Alves – “Revolta Aprovada Por Deus”
Amauri Alves – “Sermão da Montanha – O Fundamento do Cristianismo Verdadeiro: a porta de entrada é por aqui”
Daniela Bomfim – “Herege?! Graças a Deus!!!!!”
Diogo Santana – “O que é anarquismo cristão? – uma leitura de Tiago 4.4”
Emiliano Monteiro – “Uma conversa sobre a evolução darwiniana”

No começo foi sugerida a criação de uma bibliografia básica. Vou citar alguns livros que foram indicados para leitura nas aproximações:

ELLUL, J. Anarchy and Christianity [Anarquia e cristianismo]. Grand Rapids: Eerdmans, 1991. [Traduzido e adaptado por Filipe Ferrari].
_____. Políticas de Deus e políticas dos homens. São Paulo: Fonte editorial, 2006.
_____. O homem e o dinheiro – aprenda a lidar com a origem de todos os males. Brasília: Palavra, 2008.
GOUVÊA, R. Q. A piedade pervertida: um manifesto anti-fundamentalista em nome de uma teologia de transformação. São Paulo: Grapho, 2006.
KIERKEGAARD, S. Temor e tremor. Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril, 1974.
LEWIS, C. S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
MESTERS, C. Os Dez Mandamentos – ferramenta da comunidade. São Paulo: Paulus, 1986.
_____. Bíblia, livro feito em mutirão. São Paulo: Paulus, 1993.
MESTERS, C. & OROFINO, F. Sobre a leitura popular da Bíblia no Brasil (artigo). São Leopoldo: Centro de Estudos Bíblicos, 2005. Disponível em: http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=12&noticiaId=132. Acesso em: 13 de fevereiro de 2009.
REXROTH, K. Communalism: from its origins to the twentieth century [Comunalismo: das origens ao século XX]. Seabury Press, 1974. Disponível na página: <http://www.bopsecrets.org&gt;. [Traduzido e adaptado por Railton de Sousa Guedes].
SANTANA, D. O Deus de carne: uma introdução a cristologia. Pará de Minas: Virtualbooks, 2009.
TOLSTÓI, L. O reino de Deus está em vós. Rosa dos Tempos, 1994.
VIOLA, F. Pagan christianity: the origins of our modern church practices [Cristianismo pagão: origens das práticas de nossa igreja moderna]. Present Testimony Ministry, 2005. [Traduzido e adaptado por Railton de Sousa Guedes].

É isso. Que possamos manter essa chama acesa!!

Um forte abraço,

Blog do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária

Olá, amig@s,

Este é o blog do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária. Neste mês de setembro comemoramos o primeiro aniversário das Aproximações despretensiosas de cristãs e cristãos libertári@s & simpatizantes. Com isso resolvemos criar este blog para disponibilizar textos e informações sobre nossas ações, e também não deixar essas iniciativas restritas a cristãs e cristãos, mas a tod@s que buscam uma espiritualidade libertária.

Abaixo segue um pouco do que rolou neste ano:

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Mantenham a chama acesa!!

Um forte abraço,