Diálogo sobre gênero e religião (23/5/2015)

O Coletivo por uma Espiritualidade Libertária convida para:

Diálogo sobre gênero & religião (23/5 às 16h)

com as teólogas Valeria Vilhena e Priscila Kikuchi Campanaro

mediado por Angélica Tostes e Marcia Pinho (estudantes de teologia)

O encontro ocorrerá no salão paroquial da Igreja Imaculada Conceição

Av. Brigadeiro Luis Antônio, 2071, São Paulo, SP (próximo ao metrô Brigadeiro)

Informações: espiritualidadelibertaria@gmail.com

A inércia dos bons e a perversidade dos maus (por Amauri Alves)


Ontem (28) estava assistindo a um programa de TV que discutia o assunto “redução da maioridade penal”. Era em um daqueles canais UHF, que ninguém assiste (infelizmente, bons assuntos quase sempre estão nos canais menos vistos).

Uma jornalista trouxe um dado interessante: no final de 2014, foi feito um referendo no Uruguai, juntamente com a eleição para presidente, sobre a diminuição da maioridade penal. Um detalhe é que o assunto começou a ser discutido no país em 2011 e, naquela época, mais de 70% da população se mostrava a favor de que jovens com 16 anos ou mais fossem julgados e encarcerados como adultos.

Desde então, setores da sociedade, jornais, empresas e indivíduos contra a redução passaram a fazer uma propaganda forte, com passeatas, programas de rádio e TV, matérias em jornais etc., tentando mostrar para a população porque a redução da maioridade penal era ruim e ineficaz.

O resultado é que, 3 anos depois, no final de 2014, pouco mais de 53% dos uruguaios votaram CONTRA a redução da maioridade penal. Isto deveu-se, ao que tudo indica, à manifestação massiva daqueles que eram contra a redução a fim de esclarecer a população, trazendo dados e chamando à sensatez a maioria esmagadora que antes era a favor da redução.

No Brasil, aqueles que estão encabeçando a mudança da lei para que adolescentes com 16 anos possam ser condenados como adultos por seus crimes são pessoas ligadas às bancadas mais conservadoras do país – conhecidos como “BBB”: Bíblia, Bala e Boi, ou as bancadas Evangélica, Militarista e Ruralista. Estas pessoas deixaram a tempos de usar dados e fatos para apoiarem suas ideias — se é que um dia usaram. Antes, valem-se de um discurso baseado na emoção, e na falsa sensação de que os crimes de jovens infratores piorou, quando na verdade, o que parece ter acontecido é que a nossa percepção sobre a violência aumentou, devido à enxurrada de notícias que chega até nós através dos mais diversos meios.

Acho que acabei me afastando um pouco do meu objetivo. Não que tenha sido uma viagem perdida, mas deixa eu voltar.

Observem bem: o placar no Uruguai parece ter sido revertido por causa da insistência dos sensatos (sim: já assumi que ser a favor da diminuição é uma insensatez) em mudar a opinião daqueles que talvez, ao não se ter muita ideia do que se tratava, estava agindo com a maioria, talvez por impulso ou medo. Eu não sou um cara muito lido. Aliás, no mundo de blogs, jornais e escritores, sou menos que um átomo na imensidão do Universo. Contudo, me proponho — sem saber se conseguirei — escrever pelo menos algumas poucas linhas sobre por que não apoiar a redução da maioridade penal.

Se, na minha insignificância, eu conseguir no mínimo fazer com que uma pessoa a favor da redução fique em dúvida e vá se informar mais sobre o assunto, já estarei me sentindo vitorioso.

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Amauri Alves é redator e tradutor, bacharel em Letras, e membro do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária.

Fonte: http://godarchy.blogspot.com.br/2015/04/a-inercia-dos-bons-e-perversidade-dos.html.

II Ato Contra a Intolerância Religiosa (em Itaquera), São Paulo (22/3/2015)

Neste domingo (22) às 15h, ocorrerá o II Ato Contra a Intolerância Religiosa (em Itaquera), aqui na zona leste da cidade de São Paulo. A concentração será no Ilê Asè Maroketú Ogùn e Osòsse (próximo ao Metrô Itaquera) com caminhada até a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo (no centro de Itaquera). Compareçam e digam #nãoàintolerânciareligiosa!!



24° Encontro da Nova Consciência em Campina Grande (13 a 17/2/2015)

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24° Encontro da Nova Consciência: O Pensamento da Cultura Emergente

“DESAFIOS para um FUTURO POSSÍVEL”

O que é o Encontro da Nova Consciência?

Todos os anos durante o carnaval, a cidade de Campina Grande, Paraíba-Brasil, se transforma em um espaço para a ciência, a cultura, a Arte, as Tradições Religiosas e tudo o que diz respeito ao Patrimônio Cultura Imaterial. É o Encontro da Nova Consciência, evento que já é realizado há duas décadas, sempre com grande sucesso de público de todo o Brasil, constando nos calendários de turismo de eventos nacionais. Trabalhando nesses 20 anos com uma proposta de Cultura de Paz, o Encontro mudou a face da cidade que esvaziava no período de carnaval. Hoje a cidade recebe turistas de todo o Brasil, lotando a rede hoteleira, restaurantes, bares e serviços, mudando totalmente a economia local, que já funciona hoje com o sistema de hospedagem alternativa, por ser grande o número de pessoas que procuram opções que não sejam carnaval. Aqui acontece o Almaval – o Carnaval da Alma; celebração de valores que envolvem corpo – mente – espírito. O Encontro da Nova Consciência é um evento único no mundo conseguindo envolver em um período de cinco dias, as maiores personalidades nacionais e internacionais, para a abordagem de temas de interesse da humanidade, exercitando a tolerância, o diálogo Inter-Religioso, o Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social. Com inúmeros eventos paralelos, envolvendo pessoas de todas as idades e segmentos, o Encontro da Nova Consciência já conquistou seu espaço na mídia especializada e de massa com abrangência nacional, já tendo sido alvo de muitas reportagens nos meios de comunicação de maior alcance de público. A participação nas palestras e shows do Encontro é gratuita e não é necessário se inscrever para frequentá-lo, já que este é realizado por uma organização sem fins lucrativos.

Data: 13 a 17 de Fevereiro – 2015
Local: SESC Centro
Campina Grande – Paraíba – Brasil

ASSISTA:


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Ato de Combate à Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro (21/1/2015)

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), em parceria com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e outras entidades, realizará, no próximo dia 21 de janeiro (quarta-feira), a partir das 17h, na sede da ABI, ato pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa com o nome “Liberdade Religiosa, Liberdade de Expressão em Solidariedade às Vítimas de Intolerância no Brasil e na França”. Logo após os ataques terroristas na Europa, o grupo debaterá o assunto, e, com a presença de pesquisadores, jornalistas e religiosos, viabilizará conversa sobre esse tipo de discriminação também no Brasil.

A entidade organizadora, que sempre marca o 21 de janeiro com acontecimento, optou pela realização de uma discussão que possa expressar a importância das liberdades de cultos e, também, de imprensa e expressão. É o que afirma o interlocutor, babalawo Ivanir dos Santos. “A Comissão sempre faz algo neste dia justamente porque uma sacerdotisa do Candomblé morreu, nesta data, quando viu sua foto estampada na capa da Folha Universal a chamando de macumbeira charlatã. Esse tipo de sentimento raivoso não constrói, a exemplo do que tem ocorrido na França”, diz dos Santos, que ressalta a necessidade das liberdades. “Convivemos com islâmicos na Comissão, e o que pregam não tem nada a ver com ódio, morte e intolerância. Toda pessoa que sabe a importância de sua fé respeita a do outro. Com certeza, atos terroristas não vêm de fiéis do Islamismo, e a liberdade de imprensa é essencial para o melhor desenvolvimento de todas as sociedades” – afirma.

O 21 de janeiro

Instituído como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, remete ao falecimento de Gildásia dos Santos e Santos, fundadora do Ilê Axé Abassá de Ogum, terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã, Salvador (BA). A mãe de santo foi vítima de AVC em 21 de janeiro de 2000, após ter seu rosto estampado na capa de publicação da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) com a manchete “macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.

“O trabalho da CCIR é pela liberdade para todos, sem demonizações de religiões e respeito também pelos que não têm fé. Somos todos cidadãos e vivemos em um estado laico. É justamente com discursos fundamentalistas como os que vitimaram Mãe Gilda que fanáticos se acham, em nome de Deus, no direito de agir como na sede do jornal Charlie Hebdo. Por isso, dia 21, vamos chamar atenção da sociedade, mais uma vez, para o fato de que é preciso estar atenta ao respeito aos diferentes credos, incluindo ateus e agnósticos”, revelou Ivanir dos Santos.

Além de debates e shows gratuitos, a CCIR organiza eventos em 21 de janeiro pela comemoração do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Em setembro, o grupo, que tem membros cristãos, muçulmanos, judeus, umbandistas, candomblecistas, espíritas, ciganos, pagãos, budistas e de diversas outras religiões, realiza a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, ao terceiro domingo.

Serviço:
“Liberdade Religiosa, Liberdade de Expressão em Solidariedade às Vítimas na França”.
Quando: 21 de janeiro de 2015 às 17h00
Local: ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar – Centro – Rio de Janeiro.

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Campanha Contra a Intolerância Religiosa (Janeiro de 2015)

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Apoie a Campanha Contra a Intolerância Religiosa do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária! Diga #nãoàintolerânciareligiosa!!

O mês de janeiro é um momento propício para esta campanha. O dia 7 de janeiro é o Dia da Liberdade de Cultos. E o dia 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Apoiamos todas as manifestações pela paz e pela liberdade religiosa que serão realizadas por todo o Brasil por conta do dia 21 de janeiro. Promova e/ou apoie algum ato contra a intolerância religiosa na sua cidade.